Um novo prêmio literário, chamado Pascal, foi lançado para premiar obras co-criadas com inteligência artificial, exigindo que os autores submetam não apenas o manuscrito, mas também um dossiê técnico detalhando o modelo de linguagem utilizado e o grau de intervencionismo via agentes ou comandos diretos.
Trânsito de informações sobre a prêmio Pascal
O prêmio Pascal, nomeado em referência a Blaise Pascal, busca incentivar a exploração criativa da IA na literatura, com enfoque em transparência. Segundo informações divulgadas por Le Figaro, com base em comunicado dos fundadores — Philippe Rodriguez, Albin Serviant e Gilles Mentré — o prêmio está aberto a qualquer pessoa que escreva em francês, independentemente de nacionalidade ou residência, e sem necessidade de editora.
Os organizadores ressaltam que o jurado buscará uma obra original que seja útil ou alertatória. A composição do corpo julgador deve ser revelada no final de outubro, com anúncio do vencedor previsto para meados de dezembro.

Afirmações sobre transparência e uso da IA
Le Figaro destaca que o prêmio surge em um momento em que a literatura enfrenta polêmicas em torno do uso de IA, como no caso do romance canado-haitiano “C’était ça ou mourir”. Diante disso, os organizadores afirmam que, ao invés de buscar a detecção de IA com ferramentas contraditórias, o Pascal incentiva autores a declararem o uso da tecnologia, promovendo debate coletivo sem perseguição.
O que ainda não foi divulgado
Não há informações sobre os critérios exatos de avaliação ou sobre as regras que diferenciarão uma obra “co-criada com IA” de outra parcialmente assistida. Além disso, o material não indica se haverá apoio institucional de universidades, editores ou governos, nem detalhes sobre eventuais patrocínios ou financiamentos do prêmio.


