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Prêmio francês premia livros co-escritos com IA

O Prix Pascal de Littérature IA distingue ficção produzida com LLMs e exige transparência sobre modelos usados.

21 de out., 19:31 6 fontes · 6 países Mercado Cultura
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Mesa de escritório com laptop, livro aberto e caneta Foto: Tima Miroshnichenko / Pexels

Três empreendedores franceses lançaram esta semana o Prix Pascal de Littérature IA, o primeiro prêmio literário dedicado a obras de ficção co-escritas com inteligência artificial. A iniciativa admite o envio de manuscritos inéditos entre 10.000 e 50.000 palavras, desde que acompanhados de informações sobre o modelo de linguagem e o prompt utilizado. Qualquer grande modelo de linguagem é aceito, incluindo ChatGPT, Claude, Gemini e LLaMA.

Requisitos e contexto regulatório

As inscrições estão abertas até 30 de novembro, e a obra deve ser apresentada em francês, estando disponível para autores de qualquer nacionalidade ou residência. Apesar de exigir ficção, o edital pede que os textos abordem questões éticas, sociais ou ecológicas que ameacem a humanidade.

O prêmio surge em meio a polêmicas recentes em torno do uso de IA por autores premiados em categorias tradicionais, como o Commonwealth Short Story Prize, o Caine Prize e o Prix Goncourt. Essas controvérsias culminaram na eliminação de um novelista de destaque da lista indicada ao Goncourt após acusações de uso de IA em seu processo criativo.

Fundadores e intenções

Criado por Philippe Rodriguez, Albin Serviant e Gilles Mentré — todos empreendedores tecnológicos —, o Prix Pascal busca propor uma nova dinâmica para a literatura diante do avanço da IA. Rodriguez é sócio-fundador da consultoria de fusões e aquisições Avolta e figura destacada no câmbio e blockchain francês. Serviant é empreendedor digital e ex-presidente da revista LGBTQ+ Têtu. Já Mentré é filósofo com doutorado, leciona na Universidade de Harvard e na Panthéon-Sorbonne, além de ser co-fundador da plataforma de votação eletrônica Electis.

Bandeira da França ao lado de livros literários
Foto: Polina ⠀ / Pexels

Formato e cronograma

Alista de 10 finalistas será divulgada em dezembro, com anúncio do vencedor marcado para meados do mês. O certame não especificou valor monetário do prêmio, mas comprometeu-se a publicar a obra vencedora. O júri será composto por cinco ou seis profissionais da escrita, crítica, filosofia e editoração, com nomes a serem revelados em novembro.

Onde a cobertura diverge

Segundo a Reuters, a iniciativa surge como resposta direta à crise de governança em prêmios literários tradicionais, enquanto a imprensa ucraniana destacou o aspecto institucional, mencionando apenas a criação da premiação sem detalhar seus termos. Já veículos malaisesos enfatizaram a ausência de definição de prêmio em espécie e júri oficial, alertando para o caráter experimental da premiação.

O que ainda não foi divulgado

Valor do prêmio em dinheiro, critérios exatos de avaliação, lista completa de jurados e detalhes sobre a publicação da obra vencedora.

  • Nomeações oficiais do júri
  • Parcerias com editoras para publicação do vencedor
  • Modelos regulatórios adotados por prêmios tradicionais para lidar com IA
  • Apurado em 6 fontes

    The Guardian US (Estados Unidos) · Free Malaysia Today (Malásia) · Ukrainian National News (Ucrânia)

    ver as 6 fontes

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