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60,6% das empresas japonesas vê falta de mão-de-obra; apenas 7,1% apostam em IA

Análise de 3.817 relatórios japoneses mostra que 60,6% das empresas veem escassez de mão-de-obra como risco, mas apenas 7,1% citam IA como solução.

18 de out., 20:19 3 fontes · 1 país Negócios Análise
Negócios
Funcionários de escritório em conversa sobre desafios de mão-de-obra Foto: Mikhail Nilov / Pexels

Segundo a ASCII.jp e a Fuji News Network, análise de IA nos relatórios de 3.817 empresas listadas no Japão mostra que 60,6% delas apontam falta de mão-de-obra e retenção de talentos como risco, mas apenas 7,1% dessas empresas citam o uso de IA como medida para enfrentar o problema.

Adoção limitada de IA apesar da percepção de escassez

Dos 2.315 negócios que mencionaram escassez de pessoal, somente 164 utilizaram a IA como parte da resposta, o que representa 7,1% do total.

Se considerar também outras formas de automação, o número sobe para 412 companhias (17,8%), indicando que a maioria ainda recorre a métodos tradicionais ou não divulga o uso de tecnologia.

Variação conforme tamanho de empresa e setor

Empresas com menos de 300 funcionários são as que mais relatam falta de gente (66,6%), mas somente 5,3% delas citam IA como resposta.

Na faixa de 300 a 999 empregados, o índice de escassez cai para 59,9% e a menção à IA chega a 6,4%.

Entre 1.000 e 4.999 trabalhadores, 54,2% apontam o problema e 8,3% falam em IA.

Nas maiores companhias, com 5.000 ou mais funcionários, 61,1% veem a escassez como risco e 10,5% afirmam usar IA para mitigá-la.

Por setor, os segmentos de informação e comunicação (82,7%) e de serviços (77,7%) lideram nas queixas de falta de mão-de-obra.

Já nas indústrias de construção e de alimentos, a combinação de automação não-IA chega a 35,4% e 33,8%, respectivamente, mostrando que esses setores preferem outras soluções antes da inteligência artificial.

Linha de produção automatizada em uma fábrica
Foto: Keegan Checks / Pexels

Metodologia e limitações da pesquisa

A análise foi realizada pela Gummar, que leu os relatórios enviados entre outubro de 2025 e outubro de 2026, totalizando 3.817 documentos disponíveis no sistema EDINET.

Foram examinados os trechos intitulados 'Negócios e riscos' e 'Diretrizes de gestão, ambiente de negócios e desafios a serem enfrentados' nos relatórios.

A empresa alerta que formuleções sinônimas que não contenham exatamente as palavras rastreadas podem deixar de ser contabilizadas, o que pode tornar os percentuais um pouco inferiores aos reais.

O levantamento desconsiderou duas companhias que não informaram o número de funcionários, portanto os cálculos por tamanho se baseiam em 3.815 registros.

O presidente da Gummar, Murayama Yūta, afirmou que a companhia continua a dividir os processos em tarefas unitárias para entregá-los a agentes de IA, começando, por exemplo, pela automação do fechamento contábil.

Os números detalhados por tamanho de empresa e por setor estão disponíveis no relatório completo publicado em https://gomumari.com/knowledge/yuho-hitodebusoku-ai-2026/.

Apesar da percepção generalizada de escassez, a baixa menção à IA sugere que muitas empresas ainda não a veem como solução imediata ou não a comunicam em seus relatórios obrigatórios.

Apurado em 3 fontes

ASCII.jp (Japão) · Fuji News Network (FNN) (sitemap-news) (Japão)

ver as 3 fontes

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