Um policial da Delegacia de Dongdaemun em Seul foi preso após criar aproximadamente 400 deepfakes sexuais de pessoas que conhecia e compartilhá-los em um chatroom no Telegram, mantendo o material enquanto servia na corporação. A prisão ocorreu durante uma investigação da Polícia Metropolitana de Busan sobre circulação de deepfakes em um grupo do Telegram.
Produção e acervo de material
Entre março de 2022 e julho de 2026, o policial usou um aplicativo de IA para gerar cerca de 400 deepfakes nus de conhecidos, segundo o Seoul Economic Daily.
O mesmo policial possuía aproximadamente 5.600 arquivos em seu telefone: 2.600 deepfakes, 1.600 materiais de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes e 1.300 filmagens ilegais.
O The Korea Times confirma que ele também distribuiu dezenas desses deepfakes no chatroom do Telegram entre agosto de 2025 e abril de 2026.
Investigação e situação funcional
A Polícia Metropolitana de Busan obteve autorização judicial em dezembro de 2025 para uma operação disfarçada no chatroom, o que permitiu a identificação do suspeito após meses de monitoramento.

O policial ingresse na corporação em abril de 2024, o que significa que os crimes começaram cerca de dois anos antes de sua entrada e continuaram enquanto ele estava em atividade.
Segundo o The Korea Times, ele já havia sido investigado anteriormente por um caso semelhante antes de entrar na polícia e recebeu uma suspensão de processo na ocasião.
Após a descoberta, a estação de polícia de Dongdaemun o colocou em escala de standby e o afastou do cargo, conforme relatado por ambas as fontes.


