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Policia finlandesa investiga desmatamento em centro de dados do Google

Policia finlandesa abriu investigacao criminal por desmatamento de 530 hectares de floresta antes de avaliacao ambiental.

30 de out., 07:48 10 fontes · 7 países Segurança Regulação
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Área desmatada para construção de centro de dados em Muhos, Finlândia Foto: Ron Lach / Pexels

A polícia finlandesa abriu investigação criminal sobre a limpeza de centenas de hectares de floresta para a construção de um centro de dados do Google em Muhos, no norte do país, antes de as avaliações ambientais obrigatórias serem concluídas.

Desmatamento irregular sob investigação criminal

A polícia de Oulu investiga a subsidiária do Google na Finlândia, Tuike, por suspeita de infração ambiental. Segundo a imprensa, a empresa derrubou cerca de 330 hectares de floresta em Muhos e aproximadamente 200 hectares em Kajaani antes de completar as avaliações ambientais exigidas por lei.

A agência de supervisão ambiental da Finlândia (LVV) já havia ordenado a paralisação dos trabalhos em outubro, após denúncias de uma organização ambientalista. O delegado Kari Pakanen, da polícia, informou que o caso investiga possíveis violações da lei de águas e danos ambientais, com possibilidade de multa corporativa em caso de condenação.

Corte de mato sem autorização

Documentos mostram que o desmatamento em Muhos começou em março e seguiu por meses, mesmo após a LVV alertar em maio que as avaliações precisavam ser concluídas antes de qualquer atividade de limpeza.

O gestor da Finlândia do Google, Antti Järvinen, pediu desculpas pelos cortes, alegando que a empresa acreditava que as ações estavam em conformidade legal. A atualização sobre o caso será divulgada em dezembro, mas a investigação deve se estender até 2027.

Agentes da polícia finlandesa em ambiente florestal investigando infração ambiental
Foto: cottonbro studio / Pexels

Investimento bilionário sob sombra ambiental

O centro de dados faz parte do plano anunciado pelo Google em setembro para investir US$ 15 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial na Finlândia, descrito pela empresa como seu maior investimento na Europa.

O ministro da Finlândia, Petteri Orpo, havia apoiado o investimento, destacando benefícios para a economia nacional, apesar das preocupações sobre consumo energético. O país se tornou um hub para centros de dados graças ao seu clima fresco, energia de baixo carbono e apoio governamental aos projetos de IA.

A decisão sobre a retomada dos trabalhos depende da LVV, que ainda não definiu prazo para a concessão de novas licenças.

O que ainda não foi divulgado: não foram informados quantos centros de dados estão envolvidos nos cortes florestais, nem se a investigação abrangerá outras operações do Google na região.

Apurado em 10 fontes

The Hill (Estados Unidos) · ABC News (Australia) (Austrália) · BusinessLIVE (África do Sul)

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