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Pesquisadores da OpenAI demitidos negam má conduta

Três ex-pesquisadores da OpenAI negam má conduta e alertam que as demissões geram efeito intimidatório na segurança da IA.

09 de out., 12:32 7 fontes · 4 países Segurança
SegurançaOpenAI
Reunião sobre segurança de IA com pesquisadores Foto: Pavel Danilyuk / Pexels

Três ex-pesquisadores de segurança da OpenAI – Jasmine Wang, Tomek Korbak e Mikita Balesni – negam as acusações de má conduta feitas pela empresa e alertam que as demissões estão gerando um efeito intimidatório que pode afetar a cultura de segurança da IA.

Carta aberta e negações

Segundo a TechCrunch, os pesquisadores divulgaram uma carta aberta em 8 de outubro de 2026 dirigida aos comitês de segurança e missão da OpenAI, rejeitando as alegações de que teriam compartilhado informações confidenciais com terceiros.

Segundo a Analytics Insight, a mesma carta nega ter vazado para a publicação The Information detalhes sobre arquiteturas de modelos menos monitoráveis e afirma que suas comunicações com especialistas externos estavam dentro das normas de trabalho vigentes.

Alertas sobre efeito intimidatório

Ambas as fontes destacam que os pesquisadores alertam que as demissões abruptas estão criando um clima de medo que pode fazer com que outros funcionários hesitem em levantar preocupações de segurança ou colaborar com especialistas externos.

Segundo a Analytics Insight, a falta de clareza nas políticas e a rapidez das despedidas podem desencorajar a divulgação de riscos e enfraquecer a supervisão independente da segurança da IA.

Detalhes adicionais sobre as demissões

Segundo a Analytics Insight, Wang afirmou que sua demissão ocorreu após um acesso acidental à conta de e-mail de um executivo, acesso que havia sido concedido para trabalho de recrutamento e que ela havia solicitado a remoção.

Também segundo a Analytics Insight, Korbak disse que a investigação da empresa ocorreu enquanto os procedimentos internos ainda estavam sendo desenvolvidos e que suas interações com avaliadores externos seguiram as normas vigentes.

Logotipo da OpenAI exibido em tela
Foto: Andrew Neel / Pexels

Balesni, segundo a mesma fonte, declarou que consultou colegas e removeu informações sensíveis antes de compartilhar material com partes externas.

Posição da OpenAI

Segundo a TechCrunch, a empresa não respondeu formalmente à carta aberta, mas compartilhou um memorando interno atribuído a um líder de pesquisa que elogia as contribuições dos três pesquisadores para a segurança da IA e nega que as demissões tenham sido retaliatórias.

Um porta-voz da OpenAI disse à TechCrunch que as dispensaçõesseguiram uma investigação que identificou um padrão mais amplo de má conduta relacionado ao manuseio de informações de pesquisa sensível, embora a empresa não tenha divulgado publicamente os detalhes específicos das violações.

Segundo a Analytics Insight, o memorando interno também afirma que a OpenAI não demite funcionários por levantarem preocupações de segurança, mas a companhia não apresentou oficialmente as provas que fundamentaram as decisões.

Apurado em 7 fontes

TechCrunch (Estados Unidos) · Analytics Insight (Índia)

ver as 7 fontes

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