OCTO+

Pesquisador de 27 anos renuncia da Anthropic, alertando que IA pode destruir a humanidade

Jacob Coxon, ex-OpenAI e Anthropic, denuncia corrida imprudente pela IA e apoia petição para ralentizar lançamentos de modelos avançados.

09 de set., 18:03 40 fontes · 18 países Segurança
SegurançaAnthropicOpenAI
Pesquisadores trabalhando em laboratório de inteligência artificial Foto: Pavel Danilyuk / Pexels

Jacob Coxon, pesquisador britânico de 27 anos que atuou na OpenAI e na Anthropic, anunciou sua renuncia na plataforma X em 8 de setembro de 2026, alegando que as duas empresas não estão agindo de forma responsável diante da corrida por inteligência artificial.

Contexto da renuncia

Segundo L'Opinion, Coxon trabalhou três anos no setor de tecnologia, tendo passado pela OpenAI, onde foi contribuinte do modelo GPT-4o, e posteriormente pela Anthropic. Les Numéricos acrescenta que ele divulgou sua decisão poucos dias antes da esperada oferta pública inicial da Anthropic, que poderia ser uma das maiores da história.

Alertas sobre risco existencial

Em suas mensagens na rede social, Coxon afirmou que OpenAI e Anthropic estão acelerando rumo a uma superinteligência capaz de se auto‑aperfeiçoar, colocando em risco a continuidade da espécie humana. Segundo L'Opinion e Les Numéricos, ele disse que os laboratórios acreditam que a IA poderia nos matar até o fim da década. Ele também mencionou que nenhuma outra atividade humana apresenta esse nível de perigo.

A L'Opinion relata ainda que Coxon apoia uma petição de julho de 2026 que pede a redução da velocidade de lançamento de modelos avançados de IA. Ele pede que as empresas do setor se coordenem e, se a corrida global não arrefie, que se considere uma proibição temporária para impedir o avanço das capacidades enquanto houver risco de que um competidor menos prudente obtenha vantagem.

Sala de servidores com luzes piscantes indicando processamento de dados
Foto: Christina Morillo / Pexels

Visão interna de segurança e repercussão

O mesmo artigo da L'Opinion cita Evan Hubinger, responsável pela segurança da Anthropic, que declarou acreditar que a IA poderia aniquilar a humanidade inteira, com probabilidade superior a 10% nos próximos dez anos. Hubinger acrescentou que, embora o risco dos modelos atuais seja considerado baixo e que a Anthropic esteja fazendo o possível, atualmente não há plano para enfrentar o surgimento da superinteligência, que pode ocorrer mais rápido do que o esperado.

Numerama destaca que o relato de Coxon foi amplamente compartilhado nas redes sociais, gerando debate sobre o alinhamento dos sistemas e a eventual falta de controle sobre o "raciocínio" das IAs. Les Numéricos observa que a pressão competitiva impede que qualquer empresa reduza o ritmo por medo de ficar para trás, reforçando o chamado do pesquisador por uma ação coletiva do setor.

Apurado em 40 fontes

L'Opinion (França) · Les Numériques (França) · Numerama (França) · BNN Bloomberg (Canadá) · Toronto Sun (sitemap-news) (Canadá) · CBS News (Estados Unidos) · BBC News — Technology (Reino Unido)

ver as 40 fontes

Continue lendo

Receba sem abrir o site

no e-mail ou no WhatsApp · análises + plantão + resumo semanal · cancele com 1 clique
Pronto. A primeira edição chega no seu e-mail.

Assine GRÁTIS e cancele com 1 CLIQUE quando quiser. ;)