Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, anunciou em 30 de setembro de 2026 a criação do Autonomous Warfare Command — um novo comando militar focado em expandir capacidades de IA e drones, liderado por um oficial de quatro estrelas e pensado para acelerar sistemas autônomos mais baratos, alinhados ao uso de drones que respondem por cerca de 70% das baixas russas na guerra da Ucrânia.
Contexto e motivação da criação
O comunicado de Hegseth, feito durante o discurso 'State of the Force' em Quantico, Virgínia, sinaliza uma mudança estratégica do Pentágono: substituir plataformas convencionais caras por sistemas de IA e drones mais acessíveis. Hegseth destacou que a última criação de um comando combatente havia sido o US Space Command, em 2019, e defendeu que a nova estrutura é uma resposta à 'velocidade da guerra', que hoje supera o ritmo dos processos tradicionais de desenvolvimento militar.
Advertências sobre riscos de IA
Especialistas citados no relatório de Asharq Al-Awsat alertam para os perigos do desenvolvimento descontrolado de IA e das rivalidades tecnológicas entre EUA e China. Segundo essas vozes, é urgente estabelecer 'guardrails' — mecanismos de contenção — e buscar consenso sobre o uso de IA em sistemas militares, especialmente aqueles vinculados a armas nucleares. A preocupação é que a corrida por vantagem competitiva em IA possa levar a decisões precipitadas com implicações globais.
Lições da guerra da Ucrânia
A experiência na Ucrânia, conforme descrita na cobertura, mostra que drones são responsáveis por cerca de 70% das baixas russas. Esse dado, usado por Hegseth para justificar a priorização de sistemas de baixo custo e alta precisão, ilustra como a guerra moderna se move cada vez mais para plataformas autônomas e menos dependentes de infrações humanas diretas. O Pentágono, com 11 comandos combatentes atuais, vê na Ucrânia um laboratório ao vivo para essa transição.


