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OTAN elabora plano para derrotar ataque russo com drones e IA

OTAN prepara plano com drones, IA e sensores integrados para impedir avanço russo no flanco leste, a ser apresentado em 12/11 na Polônia.

05 de out., 09:17 4 fontes · 3 países Segurança
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Frota de drones da NATO voando sobre terreno europeu Foto: Victor Bogdan / Pexels

Segundo a Bloomberg Businessweek, a OTAN está elaborando um plano para derrotar um possível ataque russo utilizando drones e inteligência artificial. De acordo com o Index.hr, o plano está integrado à iniciativa Eastern Flank Deterrence e conta com uma rede de drones, sensores e IA denominada “Kill Web” para detectar e responder rapidamente a ameaças no flanco leste.

Detalhes do documento e apresentação

Segundo o Index.hr, o documento que norteia o plano chama‑se “Theory of Victory” (Teorija pobjede) e deverá ser apresentado em 12 de novembro na Polônia pelo general Alexus Grynkewich, comandante supremo das forças aliadas da OTAN na Europa. O Index.hr acrescenta que o general havia mencionado previamente que os planos formais de guerra da OTAN precisam de aprovação política do Conselho do Atlântico Norte, mas que a liderança militar já está analisando como a aliança reagiria a ameaças futuras.

O objetivo do plano, segundo o Index.hr, é impedir que forças russas obtenham ganhos territoriais significativos no flanco leste antes de poderem consolidar avanços. Para isso, drones e robôs autônomos formarão a primeira linha de defesa, enquanto apenas posteriormente seriam empregadas forças convencionais como tanques, aviões de combate e infantaria.

Como funciona a “Kill Web”

Conforme o Index.hr, a iniciativa prevê a conexão de um grande número de drones de reconhecimento, radares, satélites, câmeras e outros sensores em uma única rede. Os dados coletados seriam processados por inteligência artificial, permitindo que comandantes identifiquem as forças inimigas mais rapidamente e decidam a resposta com maior celeridade. O Index.hr explica que o conceito recebeu o nome de “Kill Web”, em contraste com a tradicional cadeia linear de comando, pois os sensores e os sistemas armados estão interligados de forma que a informação sobre um alvo pode chegar quase instantaneamente ao equipamento capaz de atacá‑lo.

O Index.hr deixa claro que a OTAN não pretende deixar a IA tomar autônoma a decisão de usar força letal. Segundo o mesmo artigo, a inteligência artificial teria o papel de processar grandes volumes de dados, monitorar o campo de batalha e sugerir opções, enquanto a decisão final sobre o emprego de armas letais continuaria a ser tomada por seres humanos.

Sala de comando com telas exibindo dados de inteligência artificial
Foto: Keysi Estrada / Pexels

Lições da Ucrânia e desafios de custo

O Index.hr destaca que muita da inspiração para o novo enfoque vem das lições da guerra na Ucrânia, onde o uso em larga escala de drones baratos, guerra eletrônica e a rápida ligação entre reconhecimento e artilharia modificaram o modo de combater. Ainda conforme o Index.hr, um dos problemas apontados pela OTAN é o custo da defesa: destruir um drone que custa alguns milhares de euros com um míssil de defesa aérea cujo valor chega a centenas de milhares ou mais é considerado insustentável a longo prazo.

Segundo o Index.hr, o secretário‑geral da OTAN, Mark Rutte, já alertou que a aliança precisa desenvolver interceptores mais baratos e novos métodos para enfrentar ataques em massa de drones. O mesmo artigo afirma que, nos últimos meses, a OTAN acelerou seus trabalhos na defesa do flanco leste devido ao aumento de incidentes com drones e à intensificação de atividades russas próximas às fronteiras dos países membros.

Próximos passos e limites do plano

O Index.hr informa que o documento não indica que a OTAN espera um ataque russo imediato; ele representa apenas um estudo de como a aliança poderia responder caso tal cenário se materialize. O general Grynkewich, citado pelo Index.hr, disse que a OTAN já deve pensar sobre como seria um conflito desse tipo, embora os planos formais ainda dependam de luz verde política.

Por fim, o Index.hr nota que a OTAN está introduzindo inteligência artificial nos seus exercícios de comando e experimentando novas formas de ligar dados e forças, mas sem delegar a decisão letal às máquinas.

Apurado em 4 fontes

Bloomberg Businessweek (Estados Unidos) · Index.hr (Croácia)

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