OpenAI anunciou que vai adicionar um watermark invisível nos textos gerados por ChatGPT e Codex para usuários da União Europeia, a fim de cumprir o AI Act que entrou em vigor em 2 de agosto de 2026.
Como o watermark funciona
Segundo a CNBC Indonesia, o watermark é baseado na tecnologia textGrain, criada em parceria com pesquisadores da Universidade da Pensilvânia e Yale, e funciona alterando de forma sutil a escolha das próximas palavras pelo modelo, gerando um padrão que não é perceptível ao leitor, mas pode ser identificado por um detector que analisa o texto e a chave secreta.
O Jornal Jawa Pos acrescenta que, como o padrão fica ligado ao próprio texto, ele permanece quando o conteúdo é copiado e colado em outro local.
Testes citados pela mesma fonte mostram que substituir 10% das palavras por sinônimos reduz a taxa de detecção de 92% para 66%, embora o sistema continue a funcionar melhor em textos longos e possa ter dificuldade com trechos curtos, respostas de matemática ou traduções.
Escopo e disponibilidade
De acordo com a Jawa Pos e o Punto Informatico, o recurso será lançado nas próximas semanas para todos os planos do ChatGPT e Codex na União Europeia, mas não estará ativado por padrão; usuários e desenvolvedores precisam ativá‑lo manualmente.
O Punto Informatico explica que desenvolvedores que utilizam a API da OpenAI fora da UE já podem habilitar o watermark para modelos específicos, embora a empresa tenha garantido que, nesta fase inicial, o recurso não será oferecido como configuração padrão global.

A mesma publicação destaca que a OpenAI não pretende, por enquanto, estender o watermark a nível mundial, deixando a decisão para um futuro baseado nos feedbacks recebidos.
Limitações e contexto
A CNBC Indonesia observa que o watermark não mede quanto de humano houve na elaboração do texto, nem estabelece propriedade ou responsabilidade, e não verifica se o conteúdo é verdadeiro.
Ela também destaca que a ausência do watermark — por exemplo, em textos muito curtos, traduzidos ou muito editados — não prova que o material foi produzido por um ser humano.
Por fim, a mesma fonte lembra que a Anthropic já havia implementado um watermark semelhante para o Claude dois meses antes, porém naquele caso a medida foi aplicada globalmente.


