A OpenAI anunciou que um sistema de inteligência artificial interno, ainda não lançado ao público, resolveu o problema de Navier-Stokes, um dos sete 'Problemas do Milênio' do Clay Mathematics Institute com prêmio de US$ 1 milhão. Segundo a empresa, o modelo precisou de 88 horas e coordenou 10 mil subagentes para demonstrar que, sob certas condições, as equações de dinâmica dos fluidos geram uma singularidade — um ponto onde propriedades físicas explodiriam para o infinito.
O anúncio, feito em 8 de setembro, foi classificado pelo pesquisador Sebastian Bubeck, citado pelo The Straits Times, como 'uma culminação espetacular do arco que vimos nos últimos doze meses'. Mas a reação da comunidade matemática não é homogeneous. Já há dúvidas sobre o método usado para chegar à solução.
Dúvidas sobre o método e o papel da IA
O matemático Tristan Buckmaster questionou, segundo a Fortune, como a OpenAI chegou à abordagem. A preocupação vai além da suspeita de 'trapaça'. Há receio de que a IA possa debilitizar o aprendizado humano da matemática. Terence Tao, da UCLA, um dos maiores nomes da área, alertou ao The Straits Times que o trabalho humano para resolver problemas é 'muito instrutivo' e que automatizar isso pode prejudicar a formação de novos matemáticos.

O problema de Navier-Stokes é um dos sete escolhidos em 2000 pelo Clay Institute. Até agora, apenas um havia sido resolvo. A equação descreve o movimento de fluidos e é usada na meteorologia e na engenharia aeronáutica, mas o prêmio exige uma demonstração de que as equações se mantêm válidas para todas as interações ao longo do tempo — algo que a OpenAI afirma ter refutado ao provar a existência de singularidades.
Detalhes ainda não revelados
A OpenAI não divulgou como o modelo interno coordenou os 10 mil agentes, nem quando será publicada formalmente a prova. A comunidade matemática aguarda a verificação independente para validar ou refutar o resultado.


