Nvidia garante US$105 bilhões para o maior centro de dados de IA do mundo, construído pela OpenAI no antigo terreno da usina de enriquecimento de urânio de Portsmouth, Ohio. Complexo começará com 4,25 gigawatts e chegará a 8 gigawatts, com os primeiros 800 megawatts esperados para 2028. A Nvidia investirá US$1,5 bilhão na SB Energy, controlada pelo SoftBank, garantindo acesso prioritário a energia e tornando-se sua maior parceira energética.
Complexo e capacidade técnica
- Data center operará com chips exclusivos da Nvidia e será arrendado por 20 anos pela OpenAI, que será a inquilina principal do campus PORTS-Pike Technology Campus
- Nvidia será fornecedor exclusivo de chips; infraestrutura exigirá 10 gigawatts de nova capacidade energética, para os quais SB Energy construirá ao menos 10 gigawatts de geração
Impacto local e críticas
- Construção gerará 35 mil empregos temporários ao longo de seis anos e 2,5 mil vagas permanentes, segundo OpenAI
- Mais de 70% dos norte-americanos se opõem a novos data centers perto de casas, segundo pesquisa Gallup de março; aumento em contas de luz vira tema eleitoral
Cobertura dividida entre otimismo e resistência local
Enquanto veículos técnicos destacam a magnitude do investimento de US$105 bilhões e a estratégia de chips exclusivos, coberturas como MyJoyOnline (Gana) enfatizam desafios de terra e energia, citando crescente oposição comunitária ao aumento de custos elétricos. O enquadramento varia entre o aspecto financeiro global e os impactos locais de aprovação.
Contexto global e escala do projeto
- Em 2025, Nvidia, OpenAI e Stargate anunciaram plano de US$500 bilhões para 10 gigawatts em várias regiões, metade nos Emirados Árabes Unidos
- Projeto nuclear fornece 1 gigawatt; São Francisco consumiu pouco mais de 5 gigawatts em 2024 — ajudando a dimensionar a escala de Ohio
Modelo de financiamento sob escorregadio
O investimento de US$105 bilhões opera como garantia, não como capital emitido imediatamente. A Nvidia também investiu US$1,5 bilhão diretos na SB Energy, meses após aporte de US$1 bilhão da OpenAI e SoftBank para expansão de infraestrutura. Críticos perguntam se isso cria fluxos circulares entre a Nvidia e seus clientes, já que a empresa agrega valor tanto vendendo chips quanto financiando a infraestrutura onde eles rodam.


