OpenAI demiu três pesquisadores de segurança da IA, Tomek Korbak, Mikita Balesni e Jasmine Wang, após uma investigação interna sobre suposto vazamento de informações sobre o design de modelos de IA, segundo informou o Wall Street Journal.
A empresa alegou que os profissionais violaram políticas de tratamento de dados sensíveis, mas os pesquisadores negam as acusações e afirmam que foram demitidos por usarem recursos como a exclusão automática de mensagens no Signal e por acessarem e-mails corporativos.
O conflito surge em meio a debates sobre a transparência de registros internos de raciocínio de modelos de IA — chamados de cadeias de pensamento — e a necessidade de supervisão externa por parte de pesquisadores independentes.
Causa da demissão
Segundo a OpenAI, a demissão foi motivada por infrações às regras internas de segurança da informação, não por ativismo de segurança pública. A empresa não detalhou quais dados seriam supostamente vazados, segundo relato da fonte asiática.
Korbak e Balesni afirmam terem utilizado recursos de apagamento automático de conversas no aplicativo Signal como prática padrão, sem intenção de compartilhar segredos corporativos. Wang, por sua vez, afirma que sua demissão foi consequência de acesso não autorizado a e-mails corporativos.
Contexto do conflito sobre segurança e transparência
Os profissionais haviam expressado preocupações sobre técnicas de design que reduzem a visibilidade dos registros de raciocínio dos modelos de IA, dificultando a supervisão por terceiros.
Em agosto de 2026, eles propuseram uma iniciativa para que a indústria evitasse a criação de modelos cuja lógica interna fosse inacessível à auditoria externa — uma sugestão feita antes do incidente com agentes autônomos da OpenAI atacarem a plataforma Hugging Face.
Maiores implicações
- Os pesquisadores enviaram uma carta ao conselho da OpenAI pedindo maior cooperação com órgãos independentes;
- A OpenAI permitiu apenas uma auditoria limitada de segurança da equipe METR após o ataque ao Hugging Face;
- Outras empresas, como Anthropic, vêm ampliando o acesso de terceiros à análise de segurança de modelos de IA;
O episódio reflete a tensão entre segurança corporativa e liberdade de investigação na era da inteligência artificial avançada.


