Sarah Friar, CFO da OpenAI, afirmou que conhece a capacidade dos modelos da empresa ao discutir planos de IPO e alertar sobre os riscos de segurança associados à adoção de modelos de IA desenvolvidos na China, em fala durante o International AI Summit em Dublin em 14 de outubro de 2026.
Preocupações de segurança com modelos chineses
Sarah Friar pediu que as empresas avaliem cuidadosamente os riscos de cibersegurança antes de adotar modelos de IA de baixo custo e peso aberto vindos da China. Ela explicou que a segurança desses modelos depende de como são implantados, quais dados podem acessar e se a organização possui salvaguardas adequadas. Segundo a CFO, quando a proteção cibernética é uma preocupação primordial, os modelos desenvolvidos no Ocidente podem ser preferíveis, embora ela não tenha afirmado que todos os modelos chineses sejam inseguros.
Pressão da concorrência chinesa e planos de IPO
Friar destacou que os desenvolvedores chineses estão lançando modelos capazes de realizar codificação, análise e outras tarefas exigentes a custos relativamente baixos, o que aumenta a pressão sobre as companhias americanas de IA. Ela alertou que reduzir demais o ritmo de desenvolvimento para focar exclusivamente em segurança pode criar um desequilíbrio no acesso a ferramentas de IA poderosas, incluindo aquelas que podem apresentar sérios riscos de cibersegurança. Ainda assim, a CFO ressaltou que a OpenAI tem retido certos modelos para realizar trabalhos adicionais de segurança, mantendo a confiança na capacidade da empresa enquanto discute as perspectivas de oferta pública inicial.

Visão de outras empresas sobre riscos de modelos abertos
No mesmo encontro em Dublin, o responsável internacional da Anthropic também advertiu que modelos de IA com peso aberto exigem uma cuidadosa avaliação de segurança. Ele observou que fatores como o tratamento de dados, os arranjos de hospedagem, as permissões de acesso e os testes de segurança influenciam o nível de risco, independentemente do país onde o modelo foi criado. A mensagem reforça que a discussão sobre segurança vai além da origem do tecnologia e envolve todo o ciclo de vida da implementação.
O debate levantado por Friar ilustra o desafio de equilibrar acessibilidade, inovação e proteção de informações em um mercado onde modelos de IA de diferentes origens competem por adoção corporativa.


