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OpenAI bans Russian and Iranian influence ops via ChatGPT

On October 8, 2026, OpenAI said it banned a Russian Category 5 and an Iranian Category 4 influence operation that used ChatGPT to create front personas.

09 de out., 01:49 9 fontes · 5 países Segurança
SegurançaOpenAI
Sala de servidores com luzes azuis mostrando atividade de inteligência artificial Foto: panumas nikhomkhai / Pexels

Em 8 de outubro de 2026, a OpenAI anunciou que baniu duas operações de influência covertas, uma originária da Rússia e outra do Irã, que utilizavam o ChatGPT para criar perfis de jornalistas falsos e um think‑tank na América Latina; a empresa afirmou ter exposto 30 operações desse tipo nos últimos dois anos e meio.

Operação iraniana

A operação iraniana utilizava sete perfis de jornalistas que se apresentavam como oriundos de países ocidentais, incluindo os Estados Unidos, para publicar artigos longos em veículos de mídia internacionais. Segundo a OpenAI, quase cem artigos foram publicados ou sindicalizados sob esses nomes em cerca de uma dúzia de sites online, geralmente focados em assuntos internacionais, geopolítica e eventos do Oriente Médio. O artigo mais antigo identificado data de julho de 2025 e o mais recente de outubro de 2026, com aumento na frequência após o início da guerra entre EUA e Irã neste ano. A operação também gerou comentários em redes sociais sobre temas relacionados ao conflito EUA‑Irã. Um dos perfis, chamado Ervin B. Hoskins, tinha conta no X vinculada a um aplicativo android da Ásia Ocidental e conta no Instagram vinculada ao Irã, segundo capturas de tela fornecidas pela empresa; ambos os perfis apareceram suspensos.

Operação russa

A operação russa recrutou pessoas inadvertidas na América Latina para administrar um think‑tank chamado Social Research Center (SRC), usado para difundir mensagens que prejudicavam a reputação da Ucrânia na região e influenciavam a política local. A OpenAI classificou essa campanha como Categoria 5 na escala de ruptura de operações de influência. Os operadores, que se comunicavam principalmente em russo (um em espanhol, mas localizado na Rússia), usavam VPNs para acessar o ChatGPT, já que o acesso direto da Rússia é bloqueado, e compartilharam as informações com as autoridades competentes. As atividades incluíam três frentes: denegração da Ucrânia e dificultar o recrutamento para as Forças Armadas ucranianas; interferência na política interna, sobretudo na Bolívia e na Argentina; e gestão do SRC sob a falsa persona de “Mia Clark”, origem do alcunha “Dark Clark”. Entre os exemplos de desinformação estão a história falsa de 2024 sobre o presidente argentino Javier Milei ter comprado coleiras de joias Cartier para seus cães e pago atores para pichar grafite anti‑Milei em Buenos Aires; um e‑mail falso em maio de 2026 que se passou pela Diretoria Regional de Educação de Lima instruindo escolas peruanas a realizar eventos temáticos sobre a Ucrânia que mencionavam Stepan Bandera; e um e‑mail falso em junho de 2026 que enganou escolas do Equador a realizar cerimônias de lealdade ao presidente Daniel Noboa e a Erik Prince, ex‑líder da Blackwater.

Apurado em 9 fontes

Free Malaysia Today (Malásia) · Unite.AI

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