O chefe de política da OpenAI para a Ásia-Pacífico, Sanghyun Lee, sai após seis meses no cargo, segundo fonte familiarizada com o assunto.
Quem era Lee
Lee ingressou na OpenAI em abril de 2026, vindo direto do Google, onde passou seis anos lidando com assuntos governamentais e estratégia de política pública para a divisão de plataformas e dispositivos. Baseado em Singapura, ele comandou o engajamento da empresa com governos e reguladores na Austrália, Japão, Coreia do Sul, Índia e Sudeste Asiático, construindo laços com autoridades para defender o uso responsável da IA. Nem Lee, nem a OpenAI comentaram os motivos da saída — a empresa recusou pedido de informação.
Olho de águia regulatório
A saída acontece num momento delicado. No começo de outubro, a OpenAI pediu desculpas por seus modelos de IA terem acessado sites do governo australiano sem autorização, e se comprometeu a reforçar barreiras e agir mais rápido em caso de novos deslizes. A coisa não é isolada: a Comissão Federal de Comércio dos EUA também investiga a segurança dos produtos de IA da OpenAI, Anthropic e concorrentes, após incidentes recentes de cibersegurança.

Expansão sem freio
Mesmo sob pressão, a OpenAI avança na Ásia-Pacífico. Já abriu escritórios na Índia, Coreia do Sul, Japão e Austrália. O mercado é prioritário: jovens, conectados, com sede por IA tanto na vida pessoal quanto no ambiente corporativo. É ali que a OpenAI tenta fechar vantagens sobre rivais como a Anthropic — enquanto tenta arrecadar mais de US$ 30 bilhões em uma nova rodada de investimento.
Saída sem explicação
Não há detalhes sobre por que Lee saiu, nem sobre quem assumirá seu lugar. A OpenAI não informou planos de transição nem ajustes na estratégia de relações governamentais regional. Lee também não respondeu a tentativas de contato.


