A OpenAI identificou, em conversas com o ChatGPT, ameaças de morte ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva feitas por pelo menos dois usuários e encaminhou a documentação à Polícia Federal para análise.
Diálogos com referências a atentado
De acordo com documentos obtidos por O Tempo e O Globo, um dos usuários relatou que viu Lula em um ato de campanha a cerca de 400 metros de distância e disse ter vontade de atirar na cabeça do candidato. Perguntou o que aconteceria se matasse o presidente e quantos anos de pena receberia.
O mesmo usuário teria enviado ao ChatGPT uma foto de um local apontado como bom para o atentado, mencionado uma possível rota de fuga, binóculos e um AR-15 com luneta, conforme informações de O Globo e Sputnik Brasil.
O Antagonista ressaltou que o usuário já havia compartilhado fotos de armas brancas e manifestado desejo de agredir pessoas próximas, como parentes.
Encaminamento às autoridades e possíveis desdobramentos
Segundo O Globo e Extra, a Polícia Federal encaminhou a documentação recebida da OpenAI ao Ministério da Justiça no início de outubro para que decidisse sobre a abertura de dois inquéritos, um por supostos crimes de ameaça e injúria e outro especificamente por ameaça contra Lula.
O mesmo informe foi comunicado ao Tribunal Superior Eleitoral, em atendimento ao plano de conformidade eleitoral apresentado pela OpenAI, conforme indicado por Sputnik Brasil e O Tempo.
A OpenAI afirmou às autoridades que a notificação é praxe quando as conversas indicam risco real de dano a outras pessoas, conforme relatado por Extra e O Globo.

Contexto de monitoramento de ameaças em plataformas
O material também menciona que, em junho, a Polícia Civil do Espírito Santo prendeu um suspeito de planejar a morte do filho após alerta da OpenAI sobre mensagens no ChatGPT, conforme citado por O Globo e Extra.
Adicionalmente, o governo Lula tem adotado postura dura contra ameaças em plataformas; em agosto, a Advocacia-Geral da União entrou com ação contra o Discord pedindo multa de R$ 500 milhões por dano moral coletivo, após a morte de uma adolescente em transmissão, e a ANPD determinou suspensão de transmissões ao vivo e abriu investigações, segundo O Globo.
Avaliação das autoridades e silêncio oficial
A PF avalia agora se há elementos suficientes para abrir um inquérito, mas não se manifestou até o momento, segundo O Tempo e Extra.
O Ministério da Justiça também não deu declarações sobre o caso, enquanto a OpenAI informou que não recebeu perguntas sobre outras apurações de ameaças a candidatos em plataformas de IA, conforme relatado por O Tempo.
O TSE também não se pronunciou publicamente sobre o encaminhamento da OpenAI, conforme indicado por Sputnik Brasil e O Globo.


