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ONU aprova primeira definição de armas autônomas letais após 10 anos de debates

Quase 130 Estados chegam a consenso na ONU sobre definição de armas autônomas, primeiro avanço regulatório em uma década.

06 de set., 07:40 2 fontes · 2 países Mercado Regulação
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Reunião de delegações das Nações Unidas em Genebra Foto: Magda Ehlers / Pexels

Quase 130 Estados membros da ONU chegaram a um acordo em Genebra sobre uma definição uniforme de armas autônomas letais, marcando o primeiro avanço regulatório após dez anos de debates.

Detalhes do acordo

O ministro holandês de Relações Exteriores, Tom Berendsen, anunciou que 128 nações atingiram consenso no Grupo de Governo Especialistas sobre Sistemas de Armas Letais Autônomas (GGE LAWS). O acordo estabelece uma definição comum para o que se considera uma arma autônoma letal, embora o texto completo não tenha sido publicado oficialmente. A conferência em Genebra discutiu a Convenção sobre Certas Armas Convencionais (CCW), conforme noticiado pela AFP.

Como surgiu o consenso

As negociações ocorreram no âmbito da CCW, fórum onde os Estados discutem limitações a armas que causam sofrimento excessivo ou atingem alvos de forma indiscriminada. Após uma década de reuniões sem resultados vinculantes, a reunião de setembro de 2026 conseguiu reunir um número significativo de participantes em torno de uma definição compartilhada. O avanço foi possível graças à liderança holandesa na presidência do GGE LAWS, que apresentou a proposta de definição que acabou sendo aceita pela maioria.

Ilustração de um robô militar com arma integrada
Foto: kall / Pexels

O que ainda não foi divulgado

Apesar do anúncio, vários pontos permanecem não divulgados. O texto exato da definição acordada não foi disponibilizado, nem os eventuais ressalvas ou interpretações de Estados específicos. Também não há informações sobre um cronograma para transformar o consenso em regras juridicamente vinculantes, nem sobre as próximas etapas de negociação dentro da CCW.

Pressão por regras vinculantes

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (IKRK) pressiona a ONU para que o consenso seja rapidamente transformado em regras juridicamente vinculantes. O órgão afirma que a definição compartilhada é apenas um primeiro passo, e que faltam proibir ou limitar armas autônomas que possam atacar humanos de forma imprevisível. Segundo o IKRK, a ausência de um arcabouço claro cria dúvidas jurídicas e humanitárias significativas no desenvolvimento e uso desses sistemas.

Apurado em 2 fontes

Der Spiegel (Alemanha)

ver as 2 fontes

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