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ONU pede 'ação urgente' para regular IA ante riscos existenciais

Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Türk, alerta sobre riscos sem precedentes da IA generativa

14 de set., 12:03 atualizada 15 de set., 01:39 · v2 55 fontes · 24 países Regulação Regulação
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Bandeira da ONU em frente à sede do organismo em Nova York Foto: Dmitry Sidorov / Pexels

O Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Türk, pediu ação urgente para regulamentar a inteligência artificial generativa, alertando que os riscos são sem precedentes e ameaçam todos os direitos humanos, incluindo o direito à vida.

Türk falou em 14 de setembro de 2026, destacando que a corrida por modelos mais potentes representa um cambio radical e expõe a humanidade a riscos existenciais crescentes. Ele classificou o avanço da IA como um ponto de inflexão sem retorno e instou países e empresas a se mobilizarem em fóruns multilaterais para estabelecer limites claros sobre o desenvolvimento da tecnologia.

O comunicado da ONU veio em um momento de múltiplos alertas internacionais. Ao mesmo tempo em que Türk cobrava regulação urgente, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, advertiu que a União Europeia corre o risco de ficar sem acesso à tecnologia de IA caso não seja produtora, impactando todos os setores economicamente.

Em carta aberta, Türk enviou uma mensagem a governos e empresas de IA de fronteira, pedindo verificação independente e cooperação mais estreita em segurança. Ele também criticou a concentração de poder em poucas empresas, afirmando que a sociedade depende quase totalmente de um número reduzido de gigantes tecnológicos para decisões que moldam o futuro da humanidade.

A reação do mercado tecnológico tem sido dividida. Dario Amodei, CEO da Anthropic, e Sam Altman, da OpenAI, apoiaram publicamente a ideia de desaceleração para permitir avaliação independente dos riscos. Elon Musk também se posicionou a favor de uma pausa estratégica no desenvolvimento de modelos avançados.

Já Donald Trump e seus aliados nos EUA se opuseram a pedidos de desaceleração, defendendo que a competição internacional exige avanço contínuo. O Global Times, do Estado chinês, descreveu o apelo por ritmo mais lento como uma tática da Guerra Fria direcionada à China, sugerindo que países ocidentais usam a preocupação com riscos como justificativa para conter o progresso tecnológico asiático.

No Brasil, o Correio Braziliense reforçou o apelo da ONU por ação urgente, destacando o apoio de executivos como Altman, Amodei e Musk à proposta de reduzir a velocidade do desenvolvimento para melhor avaliar os riscos. A concentração de poder e o risco existencial foram temas centrais na cobertura internacional.

Como cada mercado enquadrou o debate

Apurado em 55 fontes

G1 (Brasil) · La Silla Vacia (sitemap-news) (Colômbia)

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