A OCDE elevou a projeção de crescimento mundial para 2026 para 2,9%, segundo La Nación e El Financiero (Costa Rica).
Impulso da IA e dos subsídios energéticos
O aumento reflete medidas discricionárias de apoio governamental, o uso parcial de matérias‑primas substitutivas (como carvão), o crescimento da oferta de energia proveniente de fora das economias do Golfo e a retirada de reservas de petróleo.
O dinamismo persistente das atividades relacionadas à inteligência artificial também contribuiu para a revisão; o Tilt (UOL) e a Forbes Brasil apontam que esse impulso está compensando parcialmente o efeito energético da guerra no Oriente Médio, já que investimentos em centros de dados e chips ajudam a manter o crescimento acima do esperado em 2026.
Riscos geopolíticos e perspectivas regionais
La Nación e El Financiero alertam que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em fevereiro de 2026, coloca em risco o fornecimento de petróleo e gás, sobretudo pelo bloqueio de Teerã ao Estreito de Ormuz; nesta semana o petróleo ficou abaixo de US$ 100, com a esperança de que avanços diplomáticos na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, ameneguem a tensão.

Segundo o relatório da OCDE citado pelas fontes costarriquenhas, a inflação deverá arrefecer, impulsionada principalmente pelo aumento das taxas de juros de referência por bancos centrais como o BCE e o Fed; isso permitiria que o crescimento alcance 3% em 2027, uma redução de 0,1 ponto em relação à projeção anterior.
A OCDE revisou para cima as projeções dos Estados Unidos para +2,2% em 2026 e +2,1% em 2027; projetou desaceleração da China para 4,5% este ano e 4,2% no próximo; manteve a zona euro firme em 1% em 2026 (+0,2 pontos), com a Alemanha em 1,1% (+0,4 pontos); e baixou a França para 0,4% em 2026 (‑0,3 pontos).
Quanto à América Latina, La Nación e El Financiero apontam que o fenômeno El Niño pressiona a região: a Argentina, que cresceu 4,5% em 2025, viu sua perspectiva para 2026 reduzida para 2,6% (‑0,2 pontos) e para 2027 para 3,0% (‑0,5 pontos).


