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OCDE projeta crescimento global de 2,9% para 2026, impulsionado por IA e subsídios

OCDE eleva previsão do PIB mundial para 2,9% em 2026, citando IA, ajudas de energia e riscos geopolíticos e climáticos.

24 de set., 00:54 12 fontes · 4 países Mercado
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Gráfico mostrando crescimento do PIB mundial com setas para cima Foto: Atlantic Ambience / Pexels

A OCDE elevou a projeção de crescimento mundial para 2026 para 2,9%, segundo La Nación e El Financiero (Costa Rica).

Impulso da IA e dos subsídios energéticos

O aumento reflete medidas discricionárias de apoio governamental, o uso parcial de matérias‑primas substitutivas (como carvão), o crescimento da oferta de energia proveniente de fora das economias do Golfo e a retirada de reservas de petróleo.

O dinamismo persistente das atividades relacionadas à inteligência artificial também contribuiu para a revisão; o Tilt (UOL) e a Forbes Brasil apontam que esse impulso está compensando parcialmente o efeito energético da guerra no Oriente Médio, já que investimentos em centros de dados e chips ajudam a manter o crescimento acima do esperado em 2026.

Riscos geopolíticos e perspectivas regionais

La Nación e El Financiero alertam que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em fevereiro de 2026, coloca em risco o fornecimento de petróleo e gás, sobretudo pelo bloqueio de Teerã ao Estreito de Ormuz; nesta semana o petróleo ficou abaixo de US$ 100, com a esperança de que avanços diplomáticos na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, ameneguem a tensão.

Sala de servidores de um centro de dados com luzes azuladas
Foto: panumas nikhomkhai / Pexels

Segundo o relatório da OCDE citado pelas fontes costarriquenhas, a inflação deverá arrefecer, impulsionada principalmente pelo aumento das taxas de juros de referência por bancos centrais como o BCE e o Fed; isso permitiria que o crescimento alcance 3% em 2027, uma redução de 0,1 ponto em relação à projeção anterior.

A OCDE revisou para cima as projeções dos Estados Unidos para +2,2% em 2026 e +2,1% em 2027; projetou desaceleração da China para 4,5% este ano e 4,2% no próximo; manteve a zona euro firme em 1% em 2026 (+0,2 pontos), com a Alemanha em 1,1% (+0,4 pontos); e baixou a França para 0,4% em 2026 (‑0,3 pontos).

Quanto à América Latina, La Nación e El Financiero apontam que o fenômeno El Niño pressiona a região: a Argentina, que cresceu 4,5% em 2025, viu sua perspectiva para 2026 reduzida para 2,6% (‑0,2 pontos) e para 2027 para 3,0% (‑0,5 pontos).

Apurado em 12 fontes

La Nación (Costa Rica) · El Financiero (CR) (Costa Rica) · El Financiero (Costa Rica) (Costa Rica) · Tilt (UOL) (Brasil) · Forbes Brasil (Brasil)

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