A Nvidia reportou receita de US$ 96,22 bilhões no segundo trimestre fiscal de 2026, superando a projeção média de US$ 92,27 bilhões dos analistas de Wall Street. O lucro líquido atingiu US$ 59,69 bilhões no período de maio a julho, mais que o dobro dos US$ 26,42 bilhões registrados no mesmo trimestre do ano anterior, segundo a Associated Press.
Resultado que coloca a Nvidia como a principal fornecedora de infraestrutura para inteligência artificial. A divisão de data centers — comchips para gigantes como Amazon, Meta e Google — faturou US$ 89 bilhões, o dobro de um ano antes. O segmento de edge computing, que abrange computadores, consoles e robótica, rendeu US$ 7,2 bilhões, alta de 27% na mesma base de comparação.
Projeção acima do consenso e crescimento acelerado
Para o trimestre encerrado em outubro, a Nvidia projeta receita de cerca de US$ 108 bilhões, acima da previsão de US$ 104,86 bilhões dos analistas, segundo dados da FactSet compilados pelo Yorkshire Post. Se concretizada, a meta implica crescimento anual de 89%, sinalizando aceleração no ritmo de expansão.

O lucro ajustado por ação foi de US$ 2,22, superando a estimativa de US$ 2,09. Despesas operacionais saltaram 55%, para US$ 8,41 bilhões. A empresa também informou que não inclui receita de data centers proveniente da China em suas projeções.
Boom de três anos gera cautela
No comunicado, o CEO Jensen Huang afirmou que a IA atingiu seu ponto de inflexão. “Os tokens são produtivos e lucrativos. Agora, computação é receita”, disse, segundo o Yorkshire Post. Mas o otimismo convive com a preocupação de investidores sobre a sustentabilidade do ciclo de crescimento que elevou o valor de mercado da Nvidia de US$ 400 bilhões no fim de 2022 para cerca de US$ 5,2 trilhões atualmente, conforme apurou o jornal britânico.


