Nvidia e a startup coreana Rebellions estão em discussões sobre possível colaboração, segundo reportagem. Conversações entre os CEOs Jensen Huang e Sunghyun Park focam em parceria, investimento ou aquisição, mas permanecem em estágio preliminar e não garantem transação. O diálogo ocorreu na sede da Nvidia na Califórnia nesta semana.
Sobre as empresas envolvidas
- Rebellions, fundada em 2020, desenvolve aceleradores de inferência de IA com foco em eficiência energética e baixa latência. A empresa começou a produzir em massa os NPUs Atom e Atom Max em 2023 para executar grandes modelos de linguagem em data centers. Os chips da Rebellions foram implantados por clientes no Japão, Arábia Saudita e nos EUA, segundo a startup, que busca expandir presença nos EUA, Europa e Ásia-Pacífico para apoiar iniciativas de IA soberana. Desde sua fundação, a companhia tem focado em oferecer soluções que reduzem consumo de energia mantendo desempenho competitivo para cargas de trabalho de IA. Uma representante da Rebellions declinou comentário à Bloomberg sobre as discussões com a Nvidia.
- Em junho de 2024, a Rebellions concordou fusão com Sapeon Korea, empresa de semicondutores desmembrada da SK Telecom em 2016. Em julho de 2025, a startup firmou parceria com Marvell para oferecer sistemas de alto desempenho e eficiência energética que suportam despliegues de IA em Ásia-Pacífico e Médio Oriente. Em março de 2026, a Rebellions levantou US$ 400 milhões em rodada de financiamento pré-IPO e lançou duas plataformas de infraestrutura de IA: RebelRack e RebelPod, destinadas a apoiar expansão de capacidades de processamento de IA.
Contexto: Nvidia nega relatório sobre LPU específico para China
- A notícia de potenciais conversações entre Nvidia e Rebellions ocorre na mesma semana em que The Information reportou que a Nvidia teria desenvolvido versão do seu LPU voltada ao mercado chinês, com planejamento de pequenas remessas antes do fim do ano.
- A Nvidia negou o relatório, afirmando que não tem vendas de LPU no mercado da China hoje e que não tem produto LPU específico para China em seu roadmap, conforme statement de porta-voz da empresa.
- Após o lançamento dos resultados financeiros do Q1 2027 em maio, a Nvidia informou que não está computando qualquer receita de computação antecipada da China em suas projeções do segundo trimestre, indicando menor expectativa de mercado naquele território naquele período.
- A Nvidia revelou seu LPU Groq 3 na conferência GTC em março de 2026, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2026. A arquitetura, desenvolvida usando tecnologia da Groq sob acordo de licença de US$ 20 bilhões anunciado anteriormente, será oferecida em rackes líquidos LPX com 256 unidades LPU, 128 GB de SRAM on-chip e 640 TBps de banda larga scale-up, focada em cargas de trabalho de inferência de IA de baixa latência. Na mesma GTC, a Nvidia anunciou nova cadência anual de arquitetura LPU, além de seu ritmo anual de lançamentos de GPU.
Onde a cobertura diverge
- Veículos de tecnologia e especializados destacam detalhes dos produtos da Rebellions e aspectos técnicos da possível parceria com a Nvidia, incluindo especificações de hardware, historico de deploy de chips e plataformas recentemente lançadas como RebelRack e RebelPod. A cobertura enfatiza engenharia, eficiência energética e expansão geográfica das soluções.
- Fontes financeiras americanas focam em implicações de mercado e movimentos de ativos, com referência a tickers e múltiplos cenários de negócio envolvendo a Nvidia. A cobertura inclui menção a diversos símbolos de mercado e posicionamento de ativos diante de potencial parceria tecnológica.
- A divergência de ângulo reflete que diferentes meios priorizam engenharia e deploy versus negócios e movimentação de mercado, embora todos tratem do mesmo evento fundamental de conversações entre gigantes de IA. A cobertura internacional dá mais peso aos detalhes técnicos e posicionamento geográfico, enquanto a imprensa financeira dos EUA destaca implicações de mercado e potencial reconfiguração de cadeias de suprimento de IA.


