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Nvidia cai 44% na China e Huawei tem 28% do mercado AI

Segundo IDC, as remessas de chips AI da Nvidia na China caíram 44% no primeiro semestre de 2026, enquanto a Huawei chegou a 28% de participação.

13 de out., 01:18 9 fontes · 6 países Mercado Análise
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Placa de acelerador de IA em um data center Foto: Marta Branco / Pexels

Segundo a Mint e a Reuters, a parcela da Nvidia no mercado chinês de chips para IA caiu para 34% no primeiro semestre de 2026, após queda de 44% nas remessas, enquanto a Huawei chegou a 28% de participação.

Detalhes do relatório IDC

Segundo a Mint, a IDC informou que a Nvidia enviou 678.000 aceleradores de IA na China de janeiro a junho, número 44% inferior ao mesmo período do ano anterior.

Ainda conforme a Mint, a Huawei enviou 572.000 unidades, subindo de mais de 300.000 no ano anterior, o que lhe deu 28% do mercado total.

Segundo a Mint, os aceleradores de IA são chips especializados usados para treinar e executar modelos de IA, segundo a definição adotada pelo relatório da IDC.

Ainda segundo a Mint, Washington restringiu o acesso da China aos chips mais poderosos da Nvidia, limitando o portfólio de produtos que a empresa norte-americana pode vender no segundo maior economia do mundo.

Conforme a Mint, Pequim promoveu alternativas domésticas e passou a exigir que empresas chinesas obtenham aprovação prévia para importar chips da Nvidia que estejam em conformidade com as regras de exportação.

Segundo a Reuters, o total de remessas de aceleradores de IA na China chegou a 2,008 milhão de unidades no primeiro semestre.

Ainda segundo a Reuters, as remessas de GPUs caíram 26% para 991.000 unidades, enquanto os outros tipos de aceleradores aumentaram quase 80% para 1,016 milhão de unidades, superando as GPUs em volume.

Segundo a Reuters, a categoria de outros aceleradores inclui chips projetados para tarefas específicas de IA, como a execução de modelos já treinados.

Conforme a Reuters, Huawei, T-Head da Alibaba, Kunlunxin da Baidu e Cambricon responderam juntos por 95% do segmento de não‑GPU, que tem sido adotado por agências governamentais, empresas de internet e operadoras de telecomunicações.

Linhas de produção de chips em uma fábrica chinesa
Foto: ed br / Pexels

Concorrência e tendências do mercado

Segundo a Mint, além da Huawei, a unidade de design de chips da Alibaba, T-Head, deteve 7% de participação, seguida por Cambricon (5%), Kunlunxin da Baidu (4%) e Hygon (3%).

Ainda conforme a Mint, nove das onze fabricantes chinesas de chips monitoradas pela IDC aumentaram as remessas em relação ao ano anterior.

Segundo a Reuters, a IDC apontou que a competição está deixando de focar no desempenho de um único chip para capacidades de nível de sistema, como o funcionamento em clusters de computação maior.

Também segundo a Reuters, a IDC espera que as remessas totais de aceleradores na China cresçam 19% em 2026, mesmo com as remessas de GPUs previstas para cair 9%.

Segundo a Mint, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, criticou repetidamente as restrições de exportação dos EUA, afirmando que a política forçou uma empresa norte-americana a ceder o mercado de chips de IA da China, avaliado em US$ 50 bilhões, à Huawei.

O que ainda não foi divulgado

Segundo a Mint, a IDC não especificou quais produtos da Nvidia compõem os 34% de participação de mercado, nem se o número inclui chips de alta performance como B200 e B300, cuja exportação é proibida pelos EUA.

Ainda conforme a Mint, esses chips de alto desempenho têm sido relatados como contrabandeados para a China apesar das restrições.

Segundo a Reuters, a Nvidia não respondeu aos pedidos de comentário sobre o relatório da IDC.

Apurado em 9 fontes

Mint (Índia) · MyJoyOnline (Gana)

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