O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou em 2 de setembro de 2026 a proibição do uso de inteligência artificial generativa para alunos até o oitavo ano nas escolas públicas da cidade. A moratória, com duração de um ano, afeta cerca de 600 mil estudantes e inclui o veto total a chatbots de companhia em todas as séries, conforme reportado pelo La Nación (Paraguai) e Metro Puerto Rico.
Restrições e controle de tela
A administração municipal quer desativar as funções de IA em 38 programas educacionais já autorizados. O tutor de leitura Amira está na lista. Se a desativação técnica for impossível, as escolas devem abandonar o produto, segundo o Metro Puerto Rico.
O controle se estende ao tempo de exposição digital. Alunos do terceiro ao quinto ano têm limite de 30 minutos diários de tela; para quem está do sexto ao oitavo, o limite é de 45 minutos. Crianças da pré-escola ao segundo ano não podem usar dispositivos individualmente.
A prefeitura revisará todas as tecnologias escolares e removerá as que não forem essenciais ao aprendizado. A medida segue a proibição de celulares nas dependências escolares implementada no ano passado, informa o Metro Puerto Rico.
Regras para ensino médio e pilotos
Professores continuam autorizados a usar IA para planejamento de aulas e tarefas operativas. Para os estudantes do ensino médio, a prefeitura oferecerá capacitação em IA duas vezes ao ano.

Projetos piloto permitirão que até 50 mil alunos utilizem plataformas sob supervisão docente, com limite de cinco grupos por escola. Ferramentas como Quill (até 15 min/semana), Edia (até 20 min/semana), Brisk Teaching, Playlab e Intel AI-Ready Schools estão autorizadas. Há divergência nas fontes sobre o público dos pilotos: La Nación aponta alunos do ensino fundamental II, enquanto a CNN Indonesia indica foco no ensino médio superior.
Contexto e reações
"Cada dia, quando nossos filhos vêm à escola, les ensinamos a fazer perguntas, a questionar pressupostos, a examinar a premissa e a perguntar por quê", disse Mamdani em coletiva. "Diante da IA nas escolas, temos a mesma obrigação".
Josh Golin, diretor da Fairplay, criticou o prazo de um ano, alegando ser insuficiente para avaliar os efeitos da tecnologia. Golin defende que as plataformas, e não a cidade, deveriam provar a segurança e eficácia dos produtos.
A iniciativa reflete uma resistência crescente ao uso de tecnologia em salas de aula nos EUA. Embora não haja consenso nacional, 37 estados já possuem orientações oficiais de alfabetização em IA.
Destaques da cobertura
- A Associated Press e o Clarín focaram na faixa etária da proibição, com o veículo argentino ressaltando que a restrição atinge crianças de até 13 anos.
- O Metro Puerto Rico detalhou a parte operacional: limites de tela, a lista de ferramentas dos pilotos e a formação docente.
- O La Nación (Paraguai) deu ênfase ao veto dos chatbots de companhia e aos impactos na saúde mental e no meio ambiente.


