NaruSecurity lança ZeroTiCA Lite Web, serviço de IA que analisa logs web para identificar ameaças passadas, detectar ataques em andamento e prever alvos futuros em servidores e aplicações corporativas.
Como funciona a ZeroTiCA Lite Web
Para Yonhap News, o serviço ingeriu logs web em larga escala e aplicou uma pilha de IA sobre quatro eixos: retrocesso (vestígios de invasões já concluídas), posição (estado atual de exposição), antecipação (probabilidade de o próximo alvo cair) e classificação automática de agentes de IA ou tráfego automatizado. O algoritmo proprietário da empresa cruza padrões repetidos com perfis de exposição de cada endpoint para eleger, ponto a ponto, qual tem a maior chance de ser o próximo a ser atingido.
TechWorld detalha que a combinação entre o motor de IA e o modelo interno de análise de ameaças permite mapear a relação entre campanhas que repetem o mesmo vetor e a superfície exposta de cada serviço. O output é um índice de risco por endpoint — e não um alerta genérico.
Validação e plano de expansão
Ambas as fontes confirmam que a validação ocorreu em instituições que sofreram incidentes recentemente. Os logs coletados antes, durante e depois do ataque foram reprocessados pelo modelo para calibrar a precisão da detecção de retrocesso e a capacidade de prever o próximo passo do atacante.
TechWorld informa ainda que a NaruSecurity vai além da assinatura: está preparando uma camada de AI SECaaS que reaproveita os logs de segurança já acumulados pelas organizações, eliminando a necessidade de reimplantação. Uma versão voltada para PME está em desenvolvimento, unindo a avaliação de violações com orquestração automática de resposta via IA.

Kim Hyokjun, da NaruSecurity, disse à imprensa que a IA não serve apenas para acelerar a coleta de artefatos — ela permite elevar o alcance da defesa autônoma. A visibilidade passa de reativa a contínua, e a empresa posiciona-se como fornecedora de resposta a riscos orientada por IA.
Cobertura paralela
Yonhap News também noticiou que Steelian entrega o app de segurança móvel AppSuit ao Banco Nacional da Indonésia (BTN) e ao Banco de Sumatra Utara. A ferramenta, desenvolvida por white-hat hackers, inspeciona apps nativos contra vetores de exploração em tempo real.
O mesmo veículo informou que S2W enviou Kim Ji-ho, do time de análise integrada, ao VB2026 em Sevilha. Lá, ele apresentou um estudo sobre como PoCs de pesquisadores de vulnerabilidades são reutilizados como vetores de infecção em ataques de cadeia de suprimentos.


