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Mistral lança Le Chonk, maior modelo open-weight da Europa

Mistral revela Le Chonk, seu maior modelo open-weight, construído com 4.000 chips Nvidia na Europa e voltado ao uso soberano de IA.

06 de out., 22:32 9 fontes · 5 países Modelos Produto
ModelosNVIDIAMistral
Fotografia de servidores com luzes indicando atividade de processamento de IA Foto: Mikhail Nilov / Pexels

Mistral anunciou na terça-feira (6) o lançamento de Le Chonk, seu maior modelo open-weight de IA, construído com 4.000 chips Nvidia em data centers europeus.

Detalhes do modelo

Segundo o The Straits Times, Le Chonk permite que empresas e governos baixem e personalizem os pesos do modelo para rodar em suas próprias infraestruturas ou utilizarem os servidores da Mistral.

O Phys.org destaca que o modelo promete desempenho aprimorado e capacidades de segurança superiores aos modelos fechados de concorrentes como Anthropic e OpenAI.

Ainda segundo o The Straits Times, Le Chonk suporta mais de 160 línguas e foi treinado em dois meses com aproximadamente 4.000 chips Nvidia nos próprios data centers da empresa na Europa.

Contexto de soberania e concorrência

O The Straits Times informa que a Mistral levantou €3 bilhões (equivalente a S$4,3 bilhões) em setembro, marcando o maior aporte de tecnologia já visto na Europa, e que a empresa foi avaliada em mais de €21 bilhões naquela rodada.

Vista externa de um centro de dados europeu com painéis solares
Foto: Zulfugar Karimov / Pexels

Segundo a mesma publicação, o modelo surge enquanto a Anthropic prepara uma oferta pública inicial que poderia valorizá-la em US$2 trilhões, aumentando a pressão sobre os modelos fechados.

O The Straits Times ainda cita que modelos open-weight são vistos como mais seguros e baratos, com concorrência crescente de desenvolvedores chineses como DeepSeek e Moonshot, além do modelo Beam da Reflection AI, anunciado em 5 de outubro nos EUA.

De acordo com o Phys.org, o CEO Arthur Mensch publicou na X que o treinamento e o aprendizado por reforço mostram nenhum sinal de saturação, enquanto o cientista-chefe Guillaume Lample afirmou que as capacidades de defesa cibernética permitirão que empresas e governos se protejam contra atores que tentam explorar modelos fechados para ataques.

Apurado em 9 fontes

Phys.org (Reino Unido) · Capital Brief (Austrália) · The Straits Times (Singapura)

ver as 9 fontes

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