Microsoft oferece licença-prêmio a cerca de 60.000 funcionários, o que corresponde a aproximadamente um quarto de sua força global, enquanto reestrutura sua equipe para se adequar à era da inteligência artificial. A oferta, de natureza voluntária, foi anunciada na segunda-feira e se destina a empregados nos Estados Unidos, Índia, Reino Unido e Canadá, especificamente na categoria de vice-presidentes e abaixo. Divisões como Xbox, Windows, Copilot e finanças estão incluídas no programa, enquanto áreas como data centers, vendas, marketing, cibersegurança e computação quântica podem ser excluídas.
Divisões participam, mas alguns grupos ficam de fora
Segundo fontes próximas à empresa, a seleção das divisões participantes foi baseada nas prioridades de cada negócio, nos compromissos com clientes e nas necessidades da força de trabalho, conforme explicou a chefe de Recursos Humanos, Amy Coleman. A Microsoft não comentou detalhes específicos sobre as exclusões, mas deixou claro que os funcionários que aceitarem a licença receberão benefícios similares aos de um pacote padrão de demissão.
A iniciativa faz parte de uma tendência mais ampla na qual grandes empresas de tecnologia vêm redefinindo suas equipes para investir pesado em infraestrutura de IA. Outras companhias, como Google e Meta, também vêm realizando cortes voluntários ou demissões em escala semelhante.
Investidores monitoram resultados, mas Microsoft confia na transformação
A licença-prêmio chega no momento em que a Microsoft se prepara para divulgar seus resultados trimestrais, já com forte foco da parte dos acionistas sobre os retornos do investimento em IA. Apesar dos cortes, a empresa ressaltou que busca manter os colaboradores comprometidos com os desafios tecnológicos que enfrenta. Em comunicado interno, Coleman enfatizou que a medida oferece aos funcionários que já consideram seguir caminhos distintos uma saída com apoio adequado.
O que ainda não foi divulgado
- Detalhes sobre os valores exatos das licenças-premia oferecidas
- Lista completa das divisões excluídas do programa
- Projeções da empresa sobre quantos funcionários realmente aceitarão a oferta
- Impacto desses cortes sobre os projetos futuros em andamento


