Segundo a Reuters, publicada em 12 de outubro de 2026, a Microsoft planeja implantar mais de um milhão de chips Maia 300 no ano seguinte para respaldar seus serviços de IA internos e economizar custos.
Detalhes técnicos do Maia 300
O Maia 300 é descrito como a terceira geração do acelerador de IA personalizado da Microsoft, projetado principalmente para cargas de trabalho de inferência, como codificação e execução de tarefas de negócios complexas.
Seu processo utiliza chiplets: o núcleo de computação é feito com tecnologia de 2 nanômetros da TSMC, enquanto outros chiplets empregam processo de 3 nanômetros mais barato para movimentação de dados.
Cada rack contém 96 chips e consome aproximadamente 167 quilowatts, contra 142 quilowatts de um rack de referência da Nvidia com 72 GPUs.
A Microsoft afirma que o Maia 300 entrega cerca de 40% a mais de computação útil por megawatt que os sistemas líderes baseados em GPU, embora não tenha especificado quais sistemas foram usados na comparação.

Estratégia de custos, energia e investimentos
A implantação faz parte da estratégia da Microsoft para reduzir o custo de execução de modelos de IA, melhorar a eficiência energética e obter maior controle sobre a infraestrutura por trás de serviços como Copilot, GitHub Copilot e Azure AI.
A empresa pretende adotar uma arquitetura heterogênea, combinando seus próprios chips com aceleradores de fornecedores externos, como a Nvidia, atribuindo cada carga de trabalho ao hardware mais adequado.
A Microsoft planeja iniciar implantações multi‑gigawatt do Maia 300 a partir de 2027 e declarou que pretende gastar mais de US$ 175 bilhões em despesas de capital em 2026.


