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Microsoft lança chip Maia 300 para cortar custos da IA

Microsoft anuncia o chip Maia 300, terceira geração de processador de IA personalizado

12 de out., 15:18 4 fontes · 4 países Infra Infraestrutura
InfraMicrosoft
Servidores em um data center com luzes piscando Foto: panumas nikhomkhai / Pexels

Segundo a Reuters, a Microsoft anunciou o lançamento do chip Maia 300, sua terceira geração de processador de IA personalizado, e disse que pretende implantar potencialmente mais de um milhão dessas unidades a partir de 2027 para reduzir os custos de suas cargas de trabalho de inteligência artificial na nuvem.

Especificações técnicas do Maia 300

O Maia 300 utiliza uma arquitetura de chiplets, ou seja, pequenos circuitos especializados que são unidos para funcionar como um único processador.

O núcleo que realiza os cálculos é fabricado com a tecnologia de 2 nanômetros da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC).

Outros chiplets que cuidam de tarefas como a transferência de dados são produzidos com o processo de 3 nanômetros, mais econômico, também da TSMC.

Cada rack que abriga os chips Maia 300 contém 96 unidades e consome cerca de 167 quilowatts de energia elétrica.

Desempenho e consumo

A Microsoft afirma que o Maia 300 realiza aproximadamente 40 % mais trabalho computacional útil por megawatt em comparação com os sistemas líderes baseados em GPU, embora não tenha especificado quais equipamentos foram usados como referência.

A geração anterior, o Maia 200, já oferece até 1,7 vez mais desempenho por watt para cargas de trabalho do Microsoft Teams e do Copilot em relação a configurações padrão de GPU comerciais.

A Microsoft projeta que o Maia 300 proporcionará um aumento de sete vezes no desempenho de tokens por rack em relação ao seu sistema de geração atual.

Close-up de um chip de silício com detalhes visíveis
Foto: Sharath G. / Pexels

Os chips serão instalados em estruturas chamadas racks, que reúnem processadores e outros componentes para formar sistemas de computação.

Estratégia de redução de dependência de terceiros

Ao desenvolver seu próprio silício, a Microsoft busca diminuir a dependência de fornecedores externos como a Nvidia e proteger suas operações contra eventuais escassezes de unidades de processamento gráfico.

A iniciativa também visa ampliar a infraestrutura disponível para executar modelos de inteligência artificial, atendendo tanto a serviços internos quanto aos oferecidos pela Microsoft na nuvem Azure.

A Microsoft planeja direcionar mais de 175 bilhões de dólares a gastos de capital durante o ano corrente, parte desse montante sendo destinado à expansão de sua capacidade de chips próprios.

Contexto do setor

Outros grandes hiper‑escalares como Google, Amazon e Meta Platforms também aceleraram seus programas de chips próprios visando desafiar o histórico domínio da Nvidia no mercado de aceleradores para data centers.

Ao transferir as principais cargas de trabalho de produção para sua arquitetura de silício, a Microsoft espera melhorar significativamente a economia de seus data centers, ao mesmo tempo em que reduz os custos operacionais associados ao alojamento de modelos de IA que exigem muitos recursos.

Apurado em 4 fontes

Olhar Digital (Brasil)

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