Microsoft busca arrecadar pelo menos $25 bilhões através de uma venda de títulos corporativos de investment grade nos Estados Unidos, segundo relatos da imprensa internacional. A operação marcaria a primeira emissão de dívida de Microsoft nos EUA em mais de nove anos, com foco em financiar os crescentes investimentos em inteligência artificial e infraestrutura de computação em nuvem.
Estrutura da oferta
A oferta seria dividida em até 10 tranches, com vencimentos variando entre dois e 40 anos. Bancos como JPMorgan Chase, UBS Group e Wells Fargo atuariam como gestores da colocação. O tamanho final da emissão ainda depende da demanda dos investidores e pode sofrer ajustes antes do fechamento.
Contexto de dívida para IA
Especialistas citados pela Bloomberg, conforme reproduzido pela Reuters, destacam que empresas tecnológicas lucrativas estão recorrendo crescentemente aos mercados de capitais para financiar os altos custos vinculados à construção de centros de dados e aquisição de hardware especializado para modelos de IA. Microsoft tem expansoado sua plataforma Azure e serviços baseados em modelos da OpenAI, como o Microsoft 365 Copilot.
Posicionamento da diretoria financeira
A CFO de Microsoft, Amy Hood, afirmou durante uma chamada de resultados que a empresa está aberta a buscar novas fontes de financiamento quando as condições de mercado forem favoráveis. Essas declarações teriam antecedido o planejado anúncio da emissão de títulos.

Possíveis usos dos recursos
Segundo fontes, os recursos levantados poderiam ser direcionados a propósitos corporativos gerais, incluindo expansão de capacidade em nuvem, aquisições, recompra de ações e refinanciamento de dívidas existentes. Detalhes sobre a proporção destinada especificamente a projetos de IA não foram divulgados.
O que ainda não foi divulgado
A Microsoft não respondeu a solicitações de comentário da Reuters. Não há confirmação oficial da emissão, nem definição de data definitiva para colocação dos títulos. Critérios exatos para alocação dos recursos e impacto esperado sobre o balanço da empresa também permanecem sem detalhamento público.


