Microsoft vai triplicar data centers até 2032, passando de cerca de 12 gigawatts para mais de 38 gigawatts de capacidade global, segundo informações da Bloomberg.
Falta de capacidade e perda de negócios
A escassez de poder computacional já custou negócios para a Microsoft. Segundo a Olhar Digital, a empresa recusou novas assinaturas de serviços de nuvem em regiões dos EUA e da Europa, fazendo clientes como a varejista chinesa Temu migrarem para a Oracle.
No início de 2025, a diretora financeira Amy Hood decidiu interromper parte da construção de data centers por medo de excesso, decisão que mais tarde foi vista com arrependimento por executivos.
Investimentos e ajuste contábil
Conforme a Bloomberg, a Microsoft pretende gastar US$ 50 bilhões em capital no primeiro trimestre fiscal de 2027 e US$ 175 bilhões no ano-calendário de 2026 para financiar a expansão.
Para reduzir o impacto nas contas, a empresa vai elongar os contratos de locação de data centers de 15 para 25 anos, diminuindo a despesa anual registrada.
Em julho de 2026, a Microsoft já havia previsto crescimento mais forte que o esperado para sua divisão de nuvem, sinal de que os investimentos pesados em IA estão gerando retorno.
Expansão dedicada à IA e novos projetos
Dos 12 GW atualmente operacionais, apenas 2 GW servem chips de IA; a Bloomberg estima que cerca de um terço dos 38 GW planejados – aproximadamente 12,7 GW – será destinado a cargas de trabalho de inteligência artificial.

A capacidade planejada equivale a uma quantidade de eletricidade superior à que o Estado de Nova York consome nos picos, inclui instalações próprias e alugadas, excluindo a capacidade de neoclouds como a CoreWeave.
O novo complexo East US 3, em construção na região de Atlanta, deve entregar cerca de 300 megawatts ainda neste ano e expandir para mais de um gigawatt nos próximos anos, com custo de dezenas de bilhões de dólares.
Alistair Speirs, executivo de infraestrutura de nuvem da Microsoft, afirmou que cada novo data center aumenta a capacidade disponível em todos os lugares.
O East US 3 focará em computação baseada em CPUs, usando servidores da Intel, e ajudará a aliviar a falta de capacidade na Virgínia, onde está o maior polo da companhia.
Perspectiva de mercado
A expansão atende à demanda por IA generativa como ChatGPT e Copilot, eResponde a preocupações de investidores sobre o retorno dos gastos em infraestrutura.


