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México usa IA para localizar mais de 134 mil desaparecidos

O México desenvolve ferramentas de inteligência artificial para tentar localizar mais de 134 mil pessoas desaparecidas, incluindo milhares de crianças.

16 de out., 20:16 6 fontes · 5 países Segurança Explicador
Segurança
Pôster com foto de criança desaparecida usado em campanhas de busca Foto: Mehmet Turgut Kirkgoz / Pexels

O México está usando inteligência artificial para tentar localizar mais de 134 mil pessoas desaparecidas, entre elas milhares de crianças, segundo a IOL e o Malay Mail.

Como a IA entra na busca

A IOL detalha o projeto Regresa, criado pela UNAM e liderado pela antropóloga Ana Itzel Juárez. Ele se baseia em antropometria e em um banco de imagens com 75 voluntários mexicanos para simular como os rostos de menores evoluíram — sem depender de filtros genéricos de rugas como fazem softwares comuns.

Já o Malay Mail informa que o antropólogo Emiliano Zolla, da Ibero-American University, usa IA para mapear os desaparecidos por gênero, idade e como sumiram. A ideia é ajudar as famílias a direcionar melhor as buscas.

Nos EUA, Índia e China, essa tecnologia já existe há tempo. No México, alguns promotores usam, mas o problema é que a maioria dos softwares foi feita com bases de imagens que não refletem o rosto típico mexicano — o que limita os resultados.

Ilustração de software que envelhece rostos de crianças para atualizar avisos de desaparecimento
Foto: cottonbro studio / Pexels

Famílias não esperam mais pelo Estado

As fontes citam Verónica Rosas, cuja filha Diego desapareceu aos 16 anos em Ecatebec em setembro de 2015, após sair de casa para encontrar amigos. O promotor regional disse que ele havia sido sequestrado por uma gangue, mas não identificou grupo algum, motivo ou se ainda está vivo.

É hoje, após mais de onze anos, que Rosas descobre o projeto Regresa. "Essa iniciativa é importante porque eles não são mais aqueles pequenos que sumiram há tanto tempo", disse à AFP, em uma das manifestações que acontece com regularidade na Cidade do México.

Meses depois, ela montou uma caixa de correio improvisada na avenida principal com a foto de Diego para receber pistas ou mensagens no aniversário dele. Outras mães criaram cartazes e "caixas de paz" para cobrar respostas — enquanto os governos vão devagar.

Não se sabe ainda o que realmente funcionou

Apurado em 6 fontes

IOL (África do Sul) · Malay Mail — Tech & Gadgets (Malásia) · Malay Mail (Malásia)

ver as 6 fontes

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