Representantes da Meta informaram ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, na manhã de 15 de outubro de 2026, que estão aperfeiçoando os filtros de inteligência artificial de suas plataformas após acusações de tratamento desigual nas eleições.
Acusações de viés algorítmico
Segundo o Valor Econômico, a campanha do PT afirmou que a IA da Meta bloqueia a geração de imagens que declaram voto em Luiz Inácio Lula da Silva ou que usam sua figura, enquanto permite criar artes eleitorais favoráveis ao senador Flávio Bolsonaro. Testes realizados pela própria equipe da campanha mostraram que a ferramenta responde que não pode produzir conteúdo pró-Lula, mas consegue gerar material pró-Bolsonaro. Os advogados da campanha petista, Angelo Ferraro e Maria Claudia Bucchianeri, argumentaram que esse comportamento configura seletividade algorítmica e facilita a produção em massa de conteúdos eleitorais ilícitos.
Medidas solicitadas pelo TSE
O presidente do TSE pediu a preservação de conteúdos divulgados em canais de WhatsApp que sejam objeto de ações na Justiça Eleitoral, citando o caso do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones, e da lista “Tropa do Flávio”. Nunes Marques havia suspendido duas vezes o funcionamento do primeiro canal, liberado depois com bloqueio de 48 horas e, posteriormente, removido essa restrição após questionamento da campanha de Lula. Além disso, a reunião abordou o impulsionamento pago de propaganda eleitoral com moeda estrangeira e por pessoas físicas, práticas vedadas pela legislação, e os representantes da Meta se comprometeram a levar as queixas à empresa.
Posicionamento da Meta
De acordo com o Portal do Holanda, que reproduziu informações da Reuters, as representantes da Meta disseram que estão trabalhando no aperfeiçoamento dos filtros da Meta AI, o assistente integrado ao WhatsApp e outras plataformas da empresa, e que o encontro com o TSE tratou exatamente desse aprimoramento diante das preocupações levantadas pelas campanhas.


