Meta está testando um recurso interno chamado human concierge em seu assistente pessoal de IA Muse, no qual contratados humanos atendem algumas ligações feitas pelo próprio agente automatizado. O teste começou em agosto, após o lançamento público da função de chamadas, e foi divulgado a funcionários na semana passada, enquanto o app chegou a mais de 2,5 milhões de downloads em duas semanas nos EUA.
Como funciona o atendimento humano
Quando o usuário pede ao Muse para ligar a uma empresa nos EUA, o agente repassa a solicitação a um contratado humano treinado. Este coloca a ligação, conduz a conversa e, ao final, envia um resumo completo e a transcrição da interação diretamente no aplicativo.
Exemplos de uso
- Agendar corte de cabelo ou marcar consulta médica.
- Verificar disponibilidade de estoque em lojas físicas.
- Solicitar cotações de diferentes profissionais para serviços específicos.
Preocupações de privacidade e reações internas
Funcionários levantaram questões de privacidade, temendo que dados sensíveis fossem compartilhados acidentalmente com os contratados. Um caso mencionado envolveu uma referência racista feita por um agente durante uma chamada.
A Meta afirmou que o feedback interno foi “esmagadoramente positivo” e que o teste visa coletar informações para aprimorar proteções antes de liberar o recurso ao público. Segundo o porta-voz Daniel Roberts, a empresa trabalha com parceiros para reforçar divulgações e segurança. Posteriormente, o acesso foi temporariamente suspenso enquanto ajustes são implementados.

Capacidades e desempenho do Muse
Além de realizar chamadas, o Muse envia e-mails, reserva viagens, compra produtos e recupera informações de lojas. Cada sessão roda em uma máquina virtual isolada para proteger senhas e outros dados pessoais.
Conforme dados da Sensor Tower, o aplicativo chegou a mais de 2,5 milhões de downloads nas duas primeiras semanas após sua estreia nos EUA, superando 1,8 milhão em apenas doze dias.

