A Meta anunciou óculos inteligentes sem câmera, que funcionam apenas com áudio e inteligência artificial, e apresentou o assistente pessoal Muse. O lançamento ocorre em meio a um crescente debate global sobre privacidade e gravações não consentidas, especialmente na Europa.
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, fez o anúncio na conferência anual Connect, em Menlo Park, Califórnia. Os novos óculos, que chegam ao mercado em 13 de outubro a partir de US$ 349, são a versão mais leve da linha e têm a maior autonomia de bateria, segundo o executivo. A decisão de retirar a câmera foi explicada por Zuckerberg como uma abertura para "novas possibilidades de design", sem mencionar diretamente as críticas sobre violações de privacidade, conforme apurou o Clarín.
Detalhes do novo dispositivo
De acordo com o Malay Mail, os óculos são alimentados pelos modelos de IA da própria Meta. O vice-presidente de produtos de IA, Vishal Shah, disse à AFP que a luz indicadora que sinaliza a gravação de áudio se tornou "mais explícita" ao longo do tempo. O Clarín recordou que os modelos com câmera da Meta são alvo de investigações na França, onde a justiça apura gravações de mulheres sem consentimento, e foram proibidos em escolas na Noruega.
Assistente Muse e concorrência
Zuckerberg também apresentou o assistente pessoal de IA chamado Muse, que estará integrado aos óculos "nas próximas semanas". Segundo o El Universo, o assistente será capaz de realizar tarefas como fazer reservas, marcar compromissos e realizar chamadas. O Malay Mail notou que Muse é a "peça central" da visão da Meta para o futuro dos wearables. A empresa investiu bilhões de dólares para competir com ChatGPT, da OpenAI, e Claude, da Anthropic, segundo o Clarín.

O que cada região destacou
A cobertura do lançamento variou de acordo com o mercado: o Clarín, da Argentina, enfatizou as preocupações de privacidade na Europa e o contexto de críticas aos óculos com câmera. O Malay Mail, da Malásia, trouxe detalhes comerciais, como a data de embarque e o preço, e mencionou que a Meta detém cerca de 84% do mercado global de óculos inteligentes, com 8,7 milhões de unidades vendidas em 2025, segundo a consultoria Omdia. Já o El Universo, do Equador, focou nas funcionalidades do assistente Muse e sua integração com o dia a dia dos usuários.
O que ainda não foi divulgado
Não foram divulgados detalhes sobre a disponibilidade dos óculos no Brasil, nem especificações técnicas completas além da ausência de câmera. A Meta também não informou se o assistente Muse terá versão em português ou se os óculos utilizarão os mesmos modelos de IA disponíveis em outros mercados.


