Segundo o An-Nahar (Lebanon), o assistente de IA chamado Meta Muse foi lançado pela Meta com a capacidade de executar tarefas em nome do usuário, como adquirir produtos, marcar compromissos, negociar com serviços de atendimento e gerenciar e‑mail, calendário e acesso ao computador, tudo sem supervisão contínua.
- comprar produtos
- marcar compromissos
- negociar com serviço de atendimento
- gerenciar e‑mail
- gerenciar calendário
- acessar computador
O An-Nahar informa que a Meta afirma que o Muse vem equipado com controles de proteção e segurança destinados a permitir que o usuário defina como o assistente pode ser utilizado.
Esses controles, segundo a empresa, dão ao indivíduo poder para limitar o acesso do agente a e‑mail, agenda e máquina, conforme explicado no artigo.
Entretanto, especialistas ouvidos pelo An-Nahar alertam que a difusão em larga escala desse tipo de agente de IA pode sobrecarregar a infraestrutura da internet.
Eles explicam que, ao invés de lidar com um número restrito de usuários humanos, os sites podem receber milhões de pedidos automatizados simultaneamente, afetando serviços que dependem de reservas rápidas ou compras ágeis.
Kaley Schroeder, diretora do programa de Inteligência Artificial e Direitos Humanos do Electronic Privacy Information Center (EPIC) nos EUA, disse ao An-Nahar que, se os robôs enviarem 600 consultas a um site em um único dia enquanto um usuário médio envia apenas duas, o volume seria inimaginável para as operações normais.
Schroeder acrescentou que o problema não se limita ao tráfego, pois os agentes podem tomar decisões cujo fundamento não é transparente para a pessoa que os utiliza.
Patrick Wardle, da empresa Objective‑See, declarou ao An-Nahar que não usaria o Meta Muse e aconselha a remoção completa do software.

Ramesh Raskar, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), comparou o modelo de IA a um motor e o agente a um carro, afirmando que é necessário estabelecer 'regras de trânsito' para orientar o comportamento desses sistemas nas plataformas digitais.
Ele exemplificou essas regras com itens como para‑brisas, freios e sinais de trânsito, sugerindo que agentes de IA deveriam contar com mecanismos semelhantes de segurança e controle.
O An-Nahar destaca ainda que o acesso amplo que o Muse requer a e‑mail, calendário e computador levanta questões de privacidade e segurança de dados.
Ademais, o artigo observa que, como o agente age sem supervisão constante, há risco de que ele execute ações das quais o usuário não esteja plenamente ciente.
Segundo o An-Nahar, a matéria foi publicada em 03‑10‑2026 às 06:27 (horário local).
Em síntese, o Meta Muse representa um avanço na automação de tarefas pessoais, porém seu uso em massa pode pressionar serviços online, expor dados pessoais e exigir novas normas para garantir operação segura.


