O Conselho de Supervisão da Meta reconheceu falhas recorrentes na moderação de conteúdo eleitoral nas eleições presidenciais do Brasil e nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, destacando casos de supressão indevida de discurso político e falhas na integridade eleitoral.
Falhas em ambos os países
Segundo o conselho, que atua como órgão independente de supervisão das práticas da Meta, as falhas ocorreram tanto com aplicação excessiva das regras — o que resulta na supressão de discurso político — quanto com aplicação insuficiente, que enfraquece a integridade eleitoral. O comunicado destaca a remoção de contas de ativistas políticos durante protestos nos EUA antes das eleições de meio de mandato e restrições técnicas que afetaram a conta de um candidato à presidência no Brasil, alimentando alegações de interferência eleitoral.
Controvérsia no Brasil envolve Lula e TSE
No Brasil, o conselho citou a polêmica em torno da suspensão da conta de anúncios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Meta reconheceu erro técnico global — não específico ao país — que bloqueou a contagem de visualizações de posts em 7 de outubro, mas negou favorecimento político. Após pressão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deu 24 horas para a empresa comprovar tratamento igualitário entre Lula e seu adversário, a Meta também se desculpou por outra suspensão indevida: a conta No Kings, usada por grupos que protestavam contra o presidente Donald Trump.
Chamado por transparência e proteção ao discurso político
O Conselho de Supervisão reforçou a necessidade de que a Meta aprimore a transparência e a consistência de suas práticas durante eleições. A entidade enfatizou que o discurso político deve ser protegido e não reprimido, e exigiu que a empresa cumpra suas promessas de reduzir erros de moderação em contextos eleitorais e de debate político.


