A Meta lançou nesta quarta-feira (23) no evento Meta Connect 2026 uma linha de dispositivos novos. Lá, havia óculos inteligentes sem câmera, um modelo de realidade virtual ultraleve e um acessório de IA no formato de chaveiro. O ano passado, a empresa vendeu 7 milhões de óculos. Este ano, ela projeta 20 milhões.
O anúncio mais esperado foi o Ray-Ban Meta Audio. É um óculos sem câmera, feito em resposta a reclamações sobre gravações de vídeos sem consentimento, de acordo com o G1. Pesa 43 gramas, roda 12 horas com carregamento completo e custa US$ 349. Funciona com o agente de IA Muse, lançado no início de setembro, e traz ligações com mais clareza, além de tocar música e podcasts sem precisar de mãos.
A Meta também mostrou a terceira geração do Ray-Ban Meta com câmera. Tem sensor de 12 megapixels e grava em 3K Ultra HD. Custa US$ 449, roda nove horas e tem 27 tons de cor. A empresa disse que vai adicionar criptografia no conteúdo capturado, inclusive traduções em tempo real. Isso bloqueia a Meta de acessar o material gravado.
Óculos de realidade virtual mais leves e baratos que o Vision Pro
Os Meta VR Glasses, chamados pelo MacMagazine de concorrente direto do Apple Vision Pro, são um headset de computação espacial. Eles transferem bateria e processamento para um módulo externo via cabo óptico. A publicação disse que o dispositivo é mais leve por essa arquitetura em duas partes, tirando a necessidade de carregar peso na cabeça.

Eles usam o processador Qualcomm Snapdragon Reality Elite, telas 5K Infinite Display com Dolby Vision e Atmos, e roda até 3 horas com recarga rápida de 45W. A navegação é totalmente por rastreamento ocular, gestos e comandos de voz, sem controles físicos. Custa US$ 1.300, cerca de um terço do Vision Pro, e lança no primeiro semestre de 2027.
O MacMagazine também disse que a Meta mostrou os Avatares Holográficos. É um recurso que cria uma versão digital fotorrealista do usuário em tempo real, copiando expressões, movimentos de cabeça e tom de voz. A tecnologia roda no modelo Muse Realtime Avatar e prioriza videochamadas imersivas.


