Na quarta-feira, a Meta anunciou que implantou novas ferramentas de IA para detectar e bloquear anúncios que levam a material de abuso infantil no Facebook e no Instagram, segundo a TechCrunch. A empresa informou que, entre janeiro e junho de 2026, agiu contra 33,2 milhões de peças de conteúdo de exploração sexual infantil globalmente, com mais de 97% identificados antes de qualquer denúncia dos usuários, conforme a TechCrunch e a India TV.
Como as novas ferramentas de IA funcionam
Segundo a TechCrunch, o Morung Express e a India TV, a Meta passou a usar um modelo de linguagem grande para identificar o que chama de “signposting”, ou seja, anúncios que parecem inofensivos mas supostamente direcionam usuários a conteúdo ilegal fora de suas plataformas.
A India TV explica que a empresa também passou a analisar o destino dos anúncios, permitindo bloquear links que levam a material violador e tomar medidas contra as contas responsáveis.
TechCrunch e India TV apontam que a Meta realizou varreduras com IA para localizar conteúdo de abuso infantil que sistemas anteriores poderiam ter deixado passar despercebido.
Além disso, a TechCrunch destaca a implantação de um agente de IA de “red‑teaming” que testa as próprias defesas da Meta em busca de falhas que poderia ser explorada por criminosos.
A India TV e o Morung Express mencionam que a Meta aprimorou a detecção de reincidentes que tentam criar novas contas após a remoção das anteriores.
Segundo a India TV, a Meta utiliza sinais comportamentais, PhotoDNA, tecnologias de correspondência de imagem e vídeo, classificadores automatizados e regras heurísticas para identificar padrões emergentes de violação.
A TechCrunch acrescenta que a empresa pretende continuar acrescentando novos sinais à medida que aprende mais sobre como essas redes operam.
Resultados e contexto de pressão
A India TV informa que, apenas na Índia, a Meta removeu 5,3 milhões de peças de conteúdo de abuso infantil nos primeiros seis meses de 2026, com mais de 98% detectados antes de denúncia.
Segundo a TechCrunch e a India TV, em nível global a Meta agiu contra 33,2 milhões de peças desse tipo no mesmo período, com mais de 97% identificados antes de qualquer reclamação dos usuários.

A TechCrunch relata que, em agosto, a Meta acertou um acordo para pagar até 18 bilhões de dólares para resolver uma ação envolvendo 29 estados americanos relacionada à segurança infantil online.
Mesma fonte acrescenta que a empresa vem enfrentando processos judiciais e críticas de legisladores sobre os riscos que suas plataformas podem apresentar a jovens usuários.
Segundo a TechCrunch, neste ano a Meta já havia lançado controles para pais no Meta AI, contas pré‑adolescentes no WhatsApp e alertas para responsáveis quando crianças buscam por conteúdo de automutilação no Instagram.
Em setembro, o WhatsApp recebeu novos recursos que permitem aos pais limitar o uso de canais por adolescentes, controlar quem vê atualizações de status e decidir quem pode adicionar filhos a grupos, conforme a TechCrunch.
A India TV observa que os sistemas mais amplos de segurança infantil da Meta também se baseiam em sinais comportamentais, PhotoDNA e outras ferramentas de correspondência e classificação.
Resposta às autoridades indianas
Segundo a India TV, em julho o ministério de Tecnologia da Informação da Índia enviou uma notificação à Meta exigindo a remoção de anúncios suspeitos no Instagram e convocou os executivos globais da empresa para comparecer no país.
A mesma fonte afirma que a Meta passou a comunicar diretamente os casos de segurança infantil ao Portal Nacional de Denúncia de Crimes Cibernéticos, operado pelo Centro de Coordenação de Cibercrime da Índia (I4C).
Além disso, a India TV informa que a Meta já encaminhava conteúdo de abuso sexual infantil às autoridades policiais por meio do mesmo portal, com apoio do National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC).


