Meta elevou a previsao de gastos com inteligencia artificial para US$ 145 bilhões em 2026 e anunciou planos para emitir uma nova classe de acoes sem voto, segundo reportagem da Reuters, citada pelo The Economic Times. A empresa tambem informou que a receita do terceiro trimestre atingiu US$ 64,6 bilhoes, superando as projecoes do mercado.
Investimento acelerado em IA
A empresa projeta despezas de capital entre US$ 135 bilhoes e US$ 145 bilhoes neste ano, contra uma previsao anterior que ia de US$ 130 bilhoes a US$ 145 bilhoes. O aumento reflete o esforco da companhia para competir com OpenAI e Anthropic, com grandes investimentos em chips e centros de dados.
O The Economic Times destacou que os resultados foram impulsionados pela adocao precoce do agente de IA focado no consumidor, Muse, e pelo lancamento de uma nova geração de modelos de IA competitivos. No entanto, algumas empresas tem limitado o acesso ao agente por preocupacoes de seguranca.
Emissao de acoes sem voto
A nova classe de acoes proposta pode ser usada para financiar aquisicoes e atrair talentos sem diluir o controle de voto de Mark Zuckerberg, conforme apurou a Reuters. Essa estrategia busca preservar o poder de decisao da lideranca enquanto a competicao pelo avanco em IA intensifica-se no Vale do Silicio.
Receita acima das expectativas
Meta projetou receita para o quarto trimestre acima das expectativas dos analistas. A receita do terceiro trimestre chegou a US$ 64,6 bilhoes, superando a estimativa de US$ 63,37 bilhoes compilada pela LSEG.

Desafios legais e reguladores
Paralelamente, a empresa enfrenta crescentes pressoes legais. Uma jovem juiz no Novo Mexico ordenou o pagamento de uma multa de US$ 25 bilhoes apos uma jury concluir que Meta enganou moradores ao compartilhar dados com terceiros e aplicar politicas sobre discurso de odio e desinformacao. O caso remete as denuncias envolvendo a firma britanica Cambridge Analytica.
Em agosto, a companhia acordou para pagar ate US$ 18 bilhoes ao longo de uma decada e restringir o uso de Facebook e Instagram por adolescentes, em um acordo que resolveu uma acao coletiva movida por quase todos os estados norte-americanos. As acusacoes alegavam que as plataformas eram desenhadas para ser adictivas em jovens usuarios.
Onde a cobertura diverge
O The Economic Times destacou os aspectos financeiros e os desafios legais como centrais na analise da empresa. A Business Post enfatizou a estrategia corporativa por tras da emissao de acoes sem voto. A Bloomberg Businessweek focou no mecanismo juridico da nova classe accionaria como ferramenta de captacao de recursos sem perda de controle executivo. A Yahoo Finance ressaltou o superadio nas receitas e a aprovacao da nova classe de acoes nao-votantes como sinal de adaptacao aos crescentes custos de IA.
O que ainda nao foi divulgado
- Prazos para a emissao das novas acoes
- Detalhes sobre potenciais aquisicoes a serem financiadas com os recursos captados


