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Meta eleva previsão de gastos em IA para US$ 145 bi e cria nova classe de ações

Meta eleva previsão de gastos em IA para US$ 145 bi e cria nova classe de ações sem direito a voto para financiar investimentos.

22 de out., 06:46 12 fontes · 6 países Mercado
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Pistas de negociação na bolsa de valores Foto: Brett Sayles / Pexels

Meta Platforms elevou a previsão de gastos em inteligência artificial para 2026, agora entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões, e anuncou a criação de uma nova classe de ações ordinárias sem direito a voto, segundo relatos da imprensa internacional compilados pela Capital.gr. A medida amplia a já ambiciosa aposta da empresa em IA, enquanto a nova estrutura acionária visa captar recursos sem diluir o controle de Mark Zuckerberg, seu fundador e CEO.

Previsões e resultados trimestrais

A projeção de despesas foi ajustada para cima em relação aos US$ 130 bilhões previstos anteriormente, com o limite inferior da faixa também revisado. O ajuste foi anunciado durante a apresentação dos resultados do terceiro trimestre, período em que a receita alcançou US$ 64,6 bilhões, superando as estimativas de US$ 63,37 bilhões da Wall Street, conforme dados compilados pela LSEG.

O lucro por ação foi de US$ 3,83, acima da projeção de US$ 3,57, totalizando US$ 9,86 bilhões no trimestre, mais de três vezes e meio o registrado entre julho e setembro de 2025. Para o quarto trimestre, a Meta projetou receita entre US$ 73 bilhões e US$ 76 bilhões, contra estimativa média de US$ 73,73 bilhões.

Estrutura de capital e controle acionário

A nova classe de ações C será distribuída aos acionistas atuais como um dividendo em ações, na proporção de uma ação C para cada ação Classe A e Classe B em circulação, operação que equivale a um desdobramento de ações dois para um. As negociações dos novos papéis devem começar em janeiro de 2027.

De acordo com a Valor Econômico, a nova classe permitirá à empresa captar recursos, remunerar funcionários, realizar aquisições e atender outras necessidades corporativas sem diluir o controle de Zuckerberg. O Globo destacou que as ações da Meta subiram mais de 3% nas negociações após o anúncio dos resultados.

Foto: StockRadars Co., / Pexels

Divergências na cobertura internacional

A cobertura do tema revela ênfases distintas entre os veículos. A imprensa brasileira, como O Globo, enfatizou a narrativa de confiança de Zuckerberg, que afirmou que os investimentos em IA estavam pagando dividendos e destacou o desempenho do agente de IA da empresa, referido como Muse, utilizado por mais de 10 milhões de pessoas nos EUA e no Canadá nas primeiras seis semanas.

Já a Valor Econômico focou no aspecto de governança corporativa, apresentando a criação da nova classe de ações como uma reformulação estrutural voltada à flexibilidade financeira e à proteção do controle fundador, destacando que a transformação exigida pela IA demanda expansão de data centers e capacidade computacional.

A Capital.gr, por sua vez, tratou a notícia como parte do cenário global de investimentos em tecnologia, reproduzindo a informação sem aprofundar nos detalhes corporativos brasileiros.

O que ainda não foi divulgado

Não foram divulgados os termos exatos da transferência de ações nem os detalhes operacionais do lançamento da nova classe no mercado de capitais.

Apurado em 12 fontes

Capital.gr (sitemap-news) (Grécia) · O Globo (Brasil) · Valor Econômico (Brasil)

ver as 12 fontes

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