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Meta cai 3% em pré-negociação com IA e multa de 25 bi

Ações da Meta caíram 3% em pré-negociação enquanto investidores equilibram crescimento do Muse com custos crescentes de IA e multa de 25 bi.

24 de out., 03:01 5 fontes · 4 países Mercado
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Gráfico de ações em queda com ícone de IA ao fundo Foto: Leeloo The First / Pexels

Ações da Meta Platforms caíram cerca de 3% em pré-negociação após a empresa divulgar resultados que mostram forte crescimento da app de agentes de IA Muse, mas enfrentam pressão de custos elevados com expansão em IA e uma multa de US$ 25 bilhões imposta por um juiz do Novo México.

O resultado trimestral destacou receita acima das expectativas e projeção de vendas para o quarto trimestre acima das estimativas da Wall Street. Apesar disso, a reação negativa reflete preocupações com uma defasagem de fluxo de caixa livre de US$ 2,12 bilhões no terceiro trimestre, comparada a entrada positiva no mesmo período do ano anterior. A empresa também informou que planeja apelar da multa relacionada ao caso Cambridge Analytica.

Investimentos pesados em infraestrutura de IA

A Meta anunciou previsão de despesas de capital anuais entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões para sustentar sua expansão em IA. A análise de Benjamin Black, da Deutsche Bank, destacou que esses investimentos estão gerando melhor desempenho em anúncios e engajamento, alimentando o que ele chamou de “positive thesis creep” — com pelo menos 13 corretoras ajustando alças de preços após os resultados.

Nova classe de ações sem voto

Em movimento inédito, a empresa anunciou a criação de uma nova classe de ações Classe C sem direito a voto. Essa estrutura oferece flexibilidade para aquisições e compensação de funcionários, mantendo o controle de voto do CEO Mark Zuckerberg. O anúncio coincidiu com uma queda na avaliação de mercado que, se mantida, pode eliminar cerca de US$ 50 bilhões do valor da empresa.

Sala de servidores em funcionamento com luzes azuis
Foto: panumas nikhomkhai / Pexels

Onde a cobertura diverge

Fontes como The Economic Times enfatizaram o contraste entre o crescimento do Muse e os custos crescentes, enquanto a Reuters questionou especificamente a motivação por trás da nova classe de ações sem voto, destacando implicações corporativas e governança. O foco em Cambridge Analytica também variou: algumas publicações trataram como contexto histórico, outras como fator central de risco regulatório. A conexão com a Índia foi presente nas duas — mas sem aprofundamento técnico sobre impacto local.

O que ainda não foi divulgado

Não foram informados detalhes sobre como a nova classe de ações Classe C será estruturada ou quando será lançada. Também não há dados sobre quantas unidades serão emitidas ou como isso afetará diretamente os acionistas existentes. A timeline do apelação contra a multa de US$ 25 bilhões também permanece incerta.

Apurado em 5 fontes

The Economic Times (Índia) · Reuters (Reino Unido)

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