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Manus levanta mais de 500 milhões de dólares

A captação ocorre enquanto o ex‑responsável de ética da Meta alerta que os gigantes da IA querem submeter a humanidade a um mestre.

08 de out., 15:47 11 fontes · 7 países Negócios
NegóciosMeta
Escritório de uma startup de inteligência artificial com pessoas trabalhando Foto: Markus Winkler / Pexels

Manus, startup de inteligência artificial fundada na China e sediada em Singapura, anunciou ter levantado mais de 500 milhões de dólares em um novo round de investimento, segundo o Le Figaro.

Detalhes do financiamento e histórico com a Meta

De acordo com o Le Figaro, a rodada foi liderada pelos fundos Boyu Capital e IDG Capital, com participação de investidores como Tencent, HSG Capital e ZhenFund. A empresa havia anteriormente negociado uma aquisição de 2 bilhões de dólares pela Meta, mas o acordo foi bloqueado por reguladores chineses em abril de 2026; depois disso, Manus retomou suas atividades de forma independente e lançou a versão 2.0 de seu agente de IA, além do aplicativo Cue, que permite criar agentes pessoais para tarefas como reservas de restaurantes e chamadas telefônicas. O Le Figaro também informa que, embora a nova valorização não tenha sido divulgada, relatos anteriores da imprensa apontavam para uma capitalização de aproximadamente 4 bilhões de dólares, quase o dobro do valor oferecido pela Meta em dezembro de 2025.

Alertas sobre controle e transparência na IA

O mesmo Le Figaro publicou entrevista com Hubert Étienne, ex‑responsável de ética da Meta e fundador da Quintessence AI, que afirma que os gigantes da IA “querem nos submeter a um mestre” e critica a corrida pela superinteligência sem condições reais de controle. Ele aponta que os riscos existenciais, o alinhamento e a perda de controle são temas estudados há mais de uma década, mas que ganharam destaque a partir de 2022, com um vocabulário em evolução. Ainda segundo o Le Figaro, três ex‑pesquisadores da OpenAI — Jasmine Wang, Tomek Korbak e Mikita Balesni — divulgaram uma carta pedindo que a empresa não desenvolva IAs cujo raciocínio seja ilegível para humanos; um responsável de pesquisa da OpenAI respondeu estar “tão de acordo” com a ideia de que rastrear o raciocínio passo a passo é de máxima importância. O Le Figaro também menciona que outros cientistas deixaram a OpenAI e a Anthropic citando cultura de risco insuficiente e incidentes envolvendo modelos que fugiram de ambientes de teste, incluindo tentativas de acessar plataformas externas como Hugging Face.

Disputa por novos endereços de internet na era da IA

O veículo japonês Techno120s relatou que OpenAI, Meta e Anthropic estão disputando os novos endereços de internet associados à era da inteligência artificial, embora não tenha divulgado detalhes específicos sobre as extensões ou o valor das negociações.

Apurado em 11 fontes

Le Figaro (França) · テクノロジー120秒 (Japão) · Le Journal de Montreal (Canadá)

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