Na 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, a Malásia pediu maior participação dos países do Global South nas regras globais de inteligência artificial, segundo o ministro das Relações Exteriores Mohamad Hasan.
Declaração do ministro
Mohamad Hasan afirmou que a IA está transformando economias, sociedades e a maneira como os governos tomam decisões, enquanto um número reduzido de empresas privadas controla como bilhões de pessoas se comunicam, trabalham, realizam transações e consomem informações. Ele lembrou que a tecnologia "deve servir à humanidade, nunca o contrário", alertando que poucos atores não devem decidir as regras para todos. O ministro destacou que o Global South não pode apenas se tornar um destino para centros de dados enquanto as decisões sobre IA são tomadas em outro lugar, defendendo parceria em inovação e não apenas papel de mercado ou destino de investimento. Ele acrescentou que a tomada de decisão equitativa também implica gerenciar o enorme consumo de água, energia, terra e outros recursos pela infraestrutura tecnológica, para que os benefícios da IA sejam compartilhados de forma mais ampla entre fronteiras. (Fonte: Headlines | Latest | Malaysia | Top Stories | Local News)
Contexto da iniciativa da ONU
O pedido ocorre enquanto as Nações Unidas intensificam os esforços para estabelecer uma abordagem global à governança da IA, tendo realizado a primeira sessão do seu Diálogo Global sobre Governança da IA em Genebra em julho. Essa iniciativa pretende oferecer uma plataforma inclusiva para que nações discutam as oportunidades e riscos impostos pela inteligência artificial. A relevância para a Malásia é ainda maior porque o país se posicionou como um hub regional para centros de dados e infraestrutura de IA. (Fonte: Free Malaysia Today)
Outras abordagens do ministro
Além da questão da IA, Mohamad Hasan pediu que as partes envolvidas no conflito em ascensão na Ásia Ocidental recuem, advertindo que interrupções no Estreito de Ormuz e no Bab el-Mandeb — rotas vitais para energia e comércio global — teriam consequências além da região. Ele observou que uma família do Sudeste Asiático não tem parte nessas disputas, mas ainda assim sofre com o aumento de preços de alimentos, combustíveis e custo de vida. O ministro afirmou que potências médias como a Malásia, junto com organizações regionais como a ASEAN, podem ajudar a manter o diálogo vivo quando as grandes potências não conseguem chegar a um acordo. (Fonte: Headlines | Latest | Malaysia | Top Stories | Local News)


