A Malásia está pronta a usar chips de inteligência artificial da Huawei Technologies como base de seu projeto de IA soberana. O valor? 2 bilhões de ringgit (US$ 494 milhões). E tem um motivo: controlar seus dados nacionais, inclusive os governamentais e militares. Primeiro-ministro Anwar Ibrahim quer que o país não seja só consumidor de tecnologia estrangeira. Além da infraestrutura física da Huawei, seu governo incentive empresas de telecomunicações a propor quadros mais amplos de IA em parceria com firms estrangeiras. A decisão, se feita, seria a primeira de um governo estrangeiro a escolher chips chineses em vez de americanos para infraestrutura de IA. E sim, há alertas: o governo Trump não gosta da tecnologia chinesa. Segundo pessoas que conhecem o caso, ouvidas pelo Free Malaysia Today, o país avalia os aceleradores Ascend 910C com seriedade.
Escolha por Huawei e reação americana
O governo do primeiro-ministro Anwar Ibrahim diz a escolha é uma decisão comercial, segundo uma das fontes. A Huawei melhorou o desempenho de seus chips, mesmo com as restrições dos EUA às ferramentas de produção estrangeiras. Mas seus aceleradores ainda trailham os da Nvidia. O Departamento de Estado americano disse que “tecnologia segura é base de uma economia próspera” e destacou a Malásia como parceira importante, citando um acordo comercial recíproco de 2025. E o time de Trump alertou no ano passado que o uso do Ascend 910C poderia quebrar as regras de exportação.
O que ainda não foi divulgado
Não sei quantos chips a Malásia vai comprar, nem se a decisão já foi tomada. O gabinete de Anwar, o Ministério Digital e a Huawei não responderam a pedidos de comentário. E a Huawei disputa também um projeto de data center de IA para o governo egípcio, com uma contraproposta americana em vista.


