Quase 200 ativistas da MAHA criticam Trump por promover carvão para data centers de IA, segundo carta enviada sexta-feira e obtida pela Associated Press. O documento, assinado por pelo menos dois ex-assessores da campanha de Kennedy em 2024, denuncia uma ordem executiva de 2025 que buscou impulsionar carvão para alimentar centros de dados e pede que a administração considere energias renováveis, incluindo solar e geotérmica.
Detalhes da carta e signatários
- A missiva foi enviada a Trump, Kennedy e diversos outros titulares de ministério, e não obteve resposta imediata da Casa Branca e das agências receptores.
- Entre os signatários destacados estão Zen Honeycutt, ex-assessora da campanha de Kennedy e fundadora do grupo de defesa Moms Across America, e Charles Eisenstein, ex-redator de discursos na campanha do ex-deputado.
- Honeycutt afirmou ter solicitado ao comitê de ação política MAHA Action que aderisse à carta, mas não recebeu resposta.
Implicações políticas e posições de Trump
- A crítica emerge menos de três meses antes das eleições de meio de mandato de novembro e poderia apresentar desafio para republicanos em corridas decisivas, já que o movimento MAHA, que Trump creditou por ajudá-lo a vencer a Casa Branca há dois anos, demonstra crescente insatisfação.
- Alguns ativistas afirmam que planejam votar em questões acima de partido este outono, elevando o risco político de suas tensões públicas com a administração republicana.
- Trump tem abraçado o que chama de "grande, bonito carvão" apesar de críticas ambientais sobre gases de efeito estufa e substâncias tóxicas de usinas a carvão, e tem sido um defensor vocal de centros de dados que alimentam IA e computação na nuvem, afirmando que "se eu fosse o prefeito de uma cidade ou o governador de um estado, e tivesse chance de conseguir uma grande usina, um planta de IA ou um centro de dados, eu absolutamente querereria porque os empregos são enormes e o dinheiro pago, os impostos pagos, são simplesmente enormes".
- Centros de dados tornaram-se um ponto de discussão política nas eleições deste ano, com eleitores de todo o espectro político criticando-os.
Onde a cobertura diverge
O portal argentino La Nación enfatiza as implicações políticas para republicanos antes das eleições e o contexto mais amplo de insatisfação do movimento MAHA com a agenda ambiental, incluindo as mudanças de política de Kennedy sobre recomendações de vacinas infantis e a remoção de corantes artificiais de alimentos. A Associated Press foca na estrutura da carta, seus signatários específicos e a crítica direta à política de carvão, além de registrar as declarações de Trump sobre centros de dados como componente necessário para "ganhar a corrida da IA contra China". Ambos os veículos reconhecem o documento como a primeira grande mobilização da MAHA sobre combustíveis fósseis, mas divergem no ângulo: o argentino destaca o efeito eleitoral e o histórico de políticas de Kennedy, enquanto o americano detalha a mecânica da carta e as reações oficiais.


