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Maggie Gyllenhaal rejeita uso de IA no filme sobre Marilyn Monroe

Diretora abandona geração de imagens por IA após teste com Dakota Johnson ser considerado insuficiente. Marilyn Monroe é recriada no curta em desenvolvimento.

05 de set., 04:25 atualizada 05 de set., 04:47 · v2 10 fontes · 7 países Mercado
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Diretora de cinema em um set de filmagem Foto: Martin Lopez / Pexels

Maggie Gyllenhaal anunciou na sexta-feira (4) que abandonou o uso de inteligência artificial para recriar Marilyn Monroe em seu novo curta, segundo informações da AFP reproduzidas por veículos internacionais como TV5MONDE Informations, France 24 e Le Journal de Quebec, além do O Globo.

Abandono da tecnologia

A diretora explicou que a IA foi testada com a atriz Dakota Johnson na tentativa de recriar o rosto de Marilyn Monroe, mas o resultado foi considerado menos comovente, humano e vivo. "Basicamente não funcionou", disse Gyllenhaal, conforme reportagem do O Globo.

Segundo a agência francesa, a decisão abrange apenas a geração de imagens sintetizadas por algoritmos. Outras etapas do filme — como direção, roteiro e produção — não foram afetadas pelo uso da tecnologia.

As publicações europeias destacaram a posição crítica da diretora sobre a aplicação indiscriminada de IA no cinema, enquanto o veículo brasileiro trouxe uma abordagem mais técnica, focando no teste prático e na avaliação qualitativa do material gerado.

Carreira e contexto

Maggie Gyllenhaal já dirigiu longas como "The Lost Daughter" (2021) e tem se posicionado contra o uso excessivo de tecnologia na sétima arte. Atualmente, preside o júri da Mostra de Veneza 2026, um cargo que reforça seu papel de influência nas discussões sobre arte contemporânea.

O título exato do filme, data de início das gravações, parceiros de produção, reações do público, gênero narrativo, roteiristas e orçamento não foram divulgados pelas fontes consultadas.

Marilyn Monroe, que faleceu em 1962, foi uma das figuras centrais do cinema clássico e tem sido tema de diversos projetos audiovisuais ao longo dos anos.

Impacto da decisão

A renúncia de Gyllenhaal à IA no curta sobre Monroe reflete uma tensão crescente na indústria cinematográfica sobre os limites da tecnologia na representação artística. Enquanto alguns veículos internacionais enfatizam a postura ética da diretora, o O Globo traz à tona a dimensão técnica — questionando se a tecnologia está pronta para replicar a complexidade emocional humana.

O roteiro e a narrativa do curta permanecem em desenvolvimento, sem previsão de divulgação de trailer ou data de lançamento.

Apurado em 10 fontes

O Globo (Brasil)

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