O presidente da França, Emmanuel Macron, acusou publicamente o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de manipular as recentes revoltas francesas por meio de comentários 'inaceitáveis e estúpidos', segundo reportagem da La Presse (Nicarágua). Durante uma coletiva de imprensa em Doha, no Catar, Macron negou que haja elementos que indiquem injerência estrangeira direta nas protestas, mas condenou a 'manipulação da informação' por parte de líderes internacionais, incluindo Trump, que teria usado as revoltas em seu contexto político interno para discutir temas como imigração.
Desinformação e imagens geradas por IA
Macron destacou que foram divulgadas imagens criadas com inteligência artificial mostrando cenas que nunca ocorreram na França, como supostas 'hordas de imigrantes islamistas'. 'Hay personas que fazem campanha a costa da França', afirmou, criticando chefes de Estado e governos que retomam essas narrativas sem verificar a veracidade. Ele também mencionou que conversou com Trump 'entre outros' durante a crise, reforçando sua posição de que tais declarações prejudicam a imagem do país.
Medidas de segurança e reuniões com serviços de inteligência
O presidente francês anunciou a realização de uma reunião com os serviços de inteligência nacional para investigar os eventos do fim de semana. Ele informou que medidas como toques de queda parcial em algumas cidades e a proibição de agrupamentos estão em vigor, embora tenha descartado até agora a decretação de estado de emergência. 'Vamos corrigir o que passou', afirmou, destacando que a violência — seja verbal ou física — 'nunca é legítima em uma democracia'.
Contexto regional e declarações de terceiros
A crise começou durante uma turnê de Macron pelo Golfo Pérsico, incluindo paradas em Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Baréin, com foco em garantir a segurança do fornecimento de hidrocarbonetos. A reação internacional tem se dividido: enquanto alguns veículos consideram as acusações uma resposta legítima à desinformação, outros interpretam como uma tentativa de desviar a atenção das tensões internas dentro da França. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também foi citado como alvo indireto das críticas de Macron.
O que ainda não foi divulgado
- Lista detalhada das imagens geradas por IA circuladas publicamente
- Resposta formal de Donald Trump às acusações de Macron
- Lista completa de líderes estrangeiros supostamente envolvidos na manipulação da narrativa
- Resultados da reunião com os serviços de inteligência francesa
- Impacto real das medidas de segurança adotadas nas cidades afetadas


