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Lula sanciona Redata: incentivos de R$ 7,5 bi para data centers no Brasil

Lula sanciona lei que cria regime de desoneração para data centers, com contrapartidas como destinação de 10% da capacidade ao Estado e 2% dos investimentos par

15 de set., 15:33 16 fontes · 1 país Mercado Infraestrutura
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Servidores em rack dentro de um data center Foto: panumas nikhomkhai / Pexels

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (15) o projeto de lei que institui o regime Redata, com incentivos fiscais para a instalação e expansão de data centers no Brasil.

Benefícios e contrapartidas do Redata

O regime prevê suspensão e redução a alíquota zero de tributos como IPI, PIS/Pasep, Cofins e Imposto de Importação na aquisição de equipamentos de TI, segundo o O Globo. Também haverá redução do imposto de importação quando não houver produção nacional equivalente.

Como contrapartida, o texto estabelece que ao menos 10% do fornecimento efetivo de processamento e armazenamento de dados deverá ser destinado ao mercado interno ou cedido ao poder público e instituições de pesquisa para políticas digitais e inovação, ou que as empresas ampliem investimentos em P&D no país, segundo o O Globo.

O governo estima renúncia fiscal de R$ 7,5 bilhões nos próximos três anos. As empresas beneficiadas deverão direcionar ao menos 2% dos investimentos beneficiados para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, com parte obrigatoriamente aplicada nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, informa o O Globo.

Vetos e exigências de energia

Lula vetou um jabuti que alterava a Lei de Responsabilidade Fiscal para dispensar municípios de até 65 mil habitantes de manter pagamento em dia de obrigações com a União, segundo o Tilt (UOL).

O mesmo veículo aponta que a lei complementar que viabilizou o incentivo fiscal foi aprovada com dois jabutis, um para o setor de resseguros e outro para facilitar o repasse de emendas parlamentares para 90% dos municípios.

Usina de energia solar com painéis fotovoltaicos
Foto: Alex Sanchez / Pexels

O Estado de S. Paulo destaca que a norma exige que a totalidade da demanda por energia elétrica dos data centers seja atendida por contratos de suprimento ou autoprodução proveniente de fontes renováveis ou de baixa emissão, permitindo inclusive o uso de gás natural.

Os benefícios terão prazo de vigência de cinco anos, segundo O Estado de S. Paula.

Expectativas do setor

Affonso Nina, presidente da Brasscom, considera o Redata um importante primeiro passo, mas alerta que o Brasil ainda é um destino caro para empresas de tecnologia, segundo o Tilt (UOL).

O Estado de S. Paula menciona que há R$ 100 bilhões em projetos de data centers represados no Brasil.

Apurado em 16 fontes

O Globo (Brasil) · Tilt (UOL) (Brasil) · O Estado de S. Paulo (Brasil)

ver as 16 fontes

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