Lisa Cook afirma que a expansão da inteligência artificial pode gerar pressões inflacionárias que devem permanecer um dos principais riscos para 2027.
Contexto da declaração
Cook falou em evento no banco regional do Federal Reserve de Nova York, ao lado do presidente do New York Fed, John Williams, conforme relatado pela Mint (Índia). A declaração foi feita em 1º de outubro de 2026 e divulgada pela Reuters, segundo a CNA (Singapura). Pouco antes, o Comité de Mercado Aberto do Fed havia elevado a taxa de juros em 0,25 ponto percentual por unanimidade no mês anterior, segundo a mesma fonte.
Avisos sobre pressão inflacionária da IA
"A expansão da IA está criando potenciais pressões inflacionárias que podem não se dissipar rapidamente", afirmou Cook, segundo a Mint (Índia). Classificou essa situação como uma das principais preocupações para 2027, segundo a CNA (Singapura). Mesmo reconhecendo que a IA pode elevar a produtividade a longo prazo, Cook questionou o timing dos ganhos desinflacionários, conforme a mesma fonte.
Choques de oferta e política monetária
Cook ressaltou que os choques de oferta têm se tornado mais frequentes e que seus efeitos têm sido surpreendentemente persistentes, tornando-se mais relevantes para a formulação de política monetária, conforme a Mint (Índia). Na reunião do mês anterior, votou a favor do aumento unânime da taxa de juros em 0,25 ponto percentual, visando aproximar a inflação da meta de 2% do Federal Reserve, segundo a CNA (Singapura).

A inflação medida pelo indicador preferido do Fed estava em 3,4% em agosto e continua acima da meta há mais de cinco anos e meio, dado apontado pela Mint (Índia). Cook também destacou que a política tradicional de encarar os choques de oferta como imunes à ação dos juros está sendo revisada; agora, a resposta ideal pode depender dos setores afetados pelos choques, segundo a CNA (Singapura).
Visão de longo prazo e incertezas
Cook acredita que, a longo prazo, a IA impulsionará a produtividade, mas questionou quando esses avanços produzirão efeito desinflacionário e onde os próximos gargalos de oferta podem surgir, segundo a CNA (Singapura). Fatores geopolíticos, como o conflito no Oriente Médio, podem intensificar as restrições nas cadeias de suprimentos, conforme a Mint (Índia).
"Nossa visão convencional era que ignoraríamos os choques de oferta porque a política monetária não afeta preços do petróleo ou guerras", disse Cook. Agora, entretanto, a resposta ótima pode variar conforme o setor impactado pelos choques, segundo a CNA (Singapura).


